Ação da Seppen tem como alvo lideranças do Terceiro Comando Puro custodiadas em Bangu 4; 567 celulares e cerca de oito quilos de drogas já foram apreendidos desde agosto

A Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) realiza, nesta quinta-feira (3), mais uma etapa da Operação Illicitus, voltada ao combate à entrada e circulação de celulares, drogas e outros materiais proibidos no sistema prisional do Rio de Janeiro.

A ação tem como principal alvo o Presídio Jonas Lopes de Carvalho (Bangu 4), no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. A unidade abriga lideranças e integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP).

Segundo a Seppen, a operação busca interromper a comunicação entre criminosos que estão presos e integrantes das organizações criminosas que permanecem em liberdade, além de dificultar a continuidade de atividades ilícitas a partir das unidades prisionais.

567 celulares apreendidos

A intensificação das revistas nas unidades prisionais começou em agosto. Desde então, segundo a Seppen, 567 celulares foram retirados de circulação, além de aproximadamente oito quilos de drogas.

Na última segunda-feira (31), durante uma ação na Cadeia Pública Paulo Roberto Rocha, em Bangu, foram encontrados 64 aparelhos celulares. A unidade abriga integrantes do Comando Vermelho.

No mesmo período, 11 visitantes foram presos após serem identificados por scanners corporais tentando entrar em unidades prisionais com materiais proibidos.

A operação também resultou no flagrante de dois policiais penais, segundo as informações divulgadas sobre a ação.

Fiscalização também ocorre na entrada do complexo

Além das revistas no interior do Bangu 4, agentes realizam fiscalização na Portaria Central do Complexo de Gericinó, com atenção à entrada de visitantes e de materiais proibidos.

A operação conta com a participação integrada das subsecretarias Operacional e de Inteligência e da Corregedoria-Geral da Seppen.

A Secretaria informou que os resultados das ações serão analisados para subsidiar um estudo técnico e orientar novas fiscalizações estratégicas, que deverão ocorrer de maneira sistemática e sem aviso prévio.

Combate à comunicação do crime organizado

A Operação Illicitus tem como uma de suas principais frentes impedir que presos ligados a organizações criminosas mantenham comunicação clandestina com integrantes que estão fora das unidades prisionais.

A Seppen afirma que as ações fazem parte de uma estratégia para enfraquecer a atuação do crime organizado a partir do sistema penitenciário e reforçar o controle sobre a entrada de materiais ilícitos nos presídios.

O trabalho continua ao longo desta quinta-feira, e novos resultados poderão ser divulgados pelas autoridades.

Fonte: Seppen

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