Dirigente tratava um câncer no pâncreas e estava internado no Rio; com mais de quatro décadas dedicadas ao futebol, Angioni participou de algumas das principais conquistas recentes do Tricolor
Morreu na madrugada deste sábado (12), aos 80 anos, o diretor executivo de futebol do Fluminense, Paulo Sérgio Scudiere Angioni. A informação foi confirmada pelo clube na manhã deste sábado.
Angioni estava internado em um hospital no Rio de Janeiro e tratava um câncer no pâncreas desde o início de setembro. Na última terça-feira (8), o dirigente havia deixado a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e permanecia hospitalizado.
Tricolor de coração, Paulo Angioni estava em sua quarta passagem pelo Fluminense e ocupava o comando do departamento de futebol desde 2018.
Mais de quatro décadas no futebol
Paulo Angioni construiu uma das carreiras mais longevas entre os executivos do futebol brasileiro.
O dirigente iniciou sua trajetória profissional no início da década de 1980 e trabalhou por 14 anos no Vasco. Ao longo da carreira, também teve passagens por clubes como Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Bahia e Olaria.
Angioni também trabalhou na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e foi supervisor da Seleção Brasileira em 1989 e 1990.
No Fluminense, participou diretamente da reconstrução esportiva iniciada em 2018 e esteve presente em um dos períodos mais vitoriosos da história recente do clube.
Durante esta última passagem, o Tricolor conquistou a Taça Rio de 2020, as Taças Guanabara de 2022, 2023 e 2026, os Campeonatos Cariocas de 2022 e 2023, a Libertadores e a Recopa Sul-Americana.
A conquista inédita da Libertadores de 2023 marcou especialmente a trajetória do dirigente no clube.
Homenagem de Nonato
A situação de saúde de Angioni já mobilizava jogadores e funcionários do Fluminense nos últimos dias.
Na terça-feira (8), após marcar na vitória por 2 a 0 sobre o Platense, pela Libertadores, Nonato dedicou o gol e o resultado ao dirigente.
O jogador mandou uma mensagem de força e afirmou que o elenco aguardava o retorno de Angioni ao convívio diário no clube.
Quatro dias depois, o Fluminense confirmou a morte do diretor.
Fluminense lamenta perda
Em nota, o clube destacou a importância de Angioni para o futebol brasileiro, sua participação nas conquistas recentes e, especialmente, sua relação com jogadores, profissionais e jovens formados em Xerém.
O Fluminense também prestou solidariedade aos familiares e amigos do dirigente.
A morte de Paulo Angioni encerra uma trajetória de mais de quatro décadas dedicadas aos bastidores do futebol brasileiro, marcada por passagens por grandes clubes, pela Seleção Brasileira e por uma ligação especial com o Fluminense.
