Outros quatro policiais militares ficaram feridos; versão inicial indica que agentes do 18º BPM não sabiam que equipe do Bope estava na área em carro descaracterizado
Um subtenente do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) morreu na manhã deste domingo (11) depois de uma troca de tiros entre equipes da própria Polícia Militar na comunidade da Gardênia Azul, na Zona Sudoeste do Rio. O policial, identificado como Gláucio Marcelo, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Outros quatro PMs ficaram feridos: três integrantes do Bope e um agente do 18º BPM (Jacarepaguá). Todos foram levados para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.
Confusão entre unidades
De acordo com relatos de testemunhas, policiais do 18º BPM podem ter confundido os agentes do Bope com criminosos do Comando Vermelho, enquanto a equipe especial teria interpretado a chegada da unidade local como uma ameaça. Pela versão divulgada até agora, o batalhão da área não havia sido avisado de que uma equipe do Bope circulava pela região em um carro descaracterizado. A sequência exata dos fatos ainda precisa ser esclarecida.
Na mesma manhã, segundo o Centro de Operações Rio, duas faixas da Avenida Ayrton Senna, na altura do Espaço Hall, no sentido Linha Amarela, chegaram a ser fechadas por volta das 6h30. A informação é de que criminosos bloquearam vias da região por suspeitarem de uma possível incursão de milicianos.
Investigação
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que deve ouvir os policiais envolvidos e analisar as circunstâncias do confronto.
Colegas de farda descreveram Gláucio Marcelo como um policial experiente, com participação em diversas operações especiais. Ainda segundo os relatos, ele já havia perdido um irmão, também policial militar, em outubro de 2025, durante a Operação Contenção, nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio.
Com informações de A Tribuna RJ. Imagem ilustrativa gerada por IA.

