Miguel Ferreira Salvo foi localizado em Guaratiba após meses foragido; vítima foi encontrada esquartejada em Pedra de Guaratiba

Miguel Ferreira Salvo, suspeito de envolvimento na tortura e no assassinato do adolescente Ronaldo Henrique Souza Peixoto, de 14 anos, foi preso nesta terça-feira (13), em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O crime aconteceu em março deste ano e provocou grande repercussão pela violência contra a vítima.

Segundo informações divulgadas pelo portal Agenda do Poder, a prisão foi realizada por agentes da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil (Ssinte) e da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). O suspeito estava foragido havia cerca de sete meses.

Contra Miguel havia um mandado de prisão preventiva por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Após a captura, ele foi encaminhado para audiência de custódia e colocado à disposição da Justiça.

Adolescente desapareceu após abordagem de homens armados

O crime ocorreu quando Ronaldo e outros dois adolescentes saíam da comunidade César Maia, em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio. De acordo com as investigações relatadas na publicação, os três foram abordados por homens armados e levados de volta à comunidade.

A Polícia Civil apurou que os jovens teriam sido confundidos com integrantes de uma facção criminosa rival. Eles teriam sido submetidos a tortura, e a execução teria sido autorizada por lideranças do tráfico local.

Dois adolescentes conseguiram escapar. Ronaldo permaneceu desaparecido e, cerca de dois dias depois, seu corpo foi encontrado esquartejado na Estrada da Matriz, em Pedra de Guaratiba.

Investigação identificou outros suspeitos

Ao longo da investigação, a Delegacia de Homicídios identificou quatro suspeitos de participação direta no assassinato: Diogo Paixão Barbosa, Miguel Ferreira Salvo, Victor Tavares Vieira e Jonata da Silva Ramos.

Um adolescente de 15 anos também foi apontado como envolvido no crime.

A prisão de Miguel representa um novo desdobramento das investigações. As responsabilidades individuais dos investigados deverão ser examinadas pela Justiça.

Fonte: Agenda do Poder, com informações atribuídas à Polícia Civil do Rio de Janeiro.

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