Fachada da Secretaria de Estado de Polícia Civil, no Centro do Rio de JaneiroFachada da Secretaria de Estado de Polícia Civil, no Centro do Rio. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil (arquivo)

Polícia Civil cumpre mandados contra grupo suspeito de cobrar taxas ilegais no Condomínio Jardim Guandu; PM da ativa está entre os investigados

A Polícia Civil do Rio deflagrou na manhã desta quarta-feira (14) uma operação contra a milícia chefiada por Gilson Ingrácio de Souza Junior, conhecido como Juninho Varão, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo as investigações, o grupo extorquia moradores e controlava a administração do Condomínio Jardim Guandu, no bairro Km 32.

A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco). De acordo com a Rádio Manchete Rio, os agentes foram às ruas para cumprir dois mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão. Nove integrantes do grupo foram identificados por envolvimento em cobranças ilegais, ameaças e intimidações.

Cobrança de “segurança” e ameaças de expulsão

Segundo a polícia, a milícia mantinha um esquema organizado de arrecadação, com fiscalização dos pagamentos e prestação de contas à liderança. Os moradores que resistiam eram ameaçados de agressão e de perder suas casas. A estimativa é que o grupo faturasse entre R$ 80 mil e R$ 100 mil por mês com taxas impostas a título de “segurança” e serviços.

Os alvos dos mandados de prisão são Felipe Alves da Silva, o Felipinho ou Portugal, apontado como homem de confiança de Juninho Varão e responsável pelo comando das cobranças, e Marcos Francisco dos Prazeres Júnior, o MJ, descrito como um dos principais executores das intimidações. Até o início da manhã, os dois não haviam sido localizados e são considerados foragidos.

PM da ativa entre os investigados

Um policial militar da ativa, lotado no 7º BPM (São Gonçalo), foi alvo de busca e apreensão. Ele é suspeito de ter influência na administração do condomínio e de manter contato direto com o núcleo de comando do grupo. Para os investigadores, a condição de agente público e o medo que ele provocava eram usados para pressionar os moradores a pagar. A Corregedoria da PM acompanha o caso.

Durante as buscas, foram apreendidos envelopes com boletos das cobranças e comprovantes de pagamento, uma caminhonete com sinais de adulteração e clonagem e um pedaço de madeira que, segundo a polícia, era usado para intimidar quem se recusava a pagar. A operação, que busca atingir os núcleos operacional e financeiro da milícia, seguia em andamento. A defesa dos investigados não foi localizada.

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Com informações da CNN Brasil e da Rádio Manchete Rio. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil (arquivo).

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