Planos de governo dos candidatos ao segundo turno trazem caminhos diferentes para creches, alfabetização, ensino técnico e universidades
A dez dias do segundo turno, os planos de governo de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) mostram visões distintas para a educação. Enquanto o presidente aposta na continuidade de programas federais e na expansão da escola em tempo integral, o senador defende a ampliação das escolas cívico-militares, vouchers para creches e escolas privadas e o repasse de verbas condicionado a metas de aprendizagem.
O que propõe Lula
Candidato à reeleição, Lula promete concluir 3.562 creches e pré-escolas em 2.360 municípios pelo Novo PAC e retomar obras paradas. A meta é ter 80% das crianças alfabetizadas na idade certa até 2030. O plano mantém o reajuste anual do piso do magistério, prevê uma estratégia nacional permanente de recomposição da aprendizagem e coloca o ensino integral como prioridade em todas as etapas. No ensino médio, quer aperfeiçoar o Pé-de-Meia e abrir 111 novos institutos federais. Lula também já disse que pretende levar o Pé-de-Meia ao ensino superior, embora isso não esteja no plano.
O que propõe Flávio
Flávio Bolsonaro fala em uma escola “que ensina, e não que doutrina”. Ele propõe priorizar o método fônico na alfabetização, criar um voucher-creche para famílias sem vaga pública e vincular transferências federais ao cumprimento de metas. O plano inclui o Programa Acolher, que pagaria bons alunos para dar reforço a colegas, a expansão das escolas cívico-militares e escolas abertas nas férias. No ensino superior, o candidato quer transferir a gestão das universidades do MEC para o Ministério da Ciência e Tecnologia e criar um financiamento estudantil com parcelas atreladas à renda do formado. O plano não detalha de onde viriam os recursos para os vouchers.
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Com informações da Agência Brasil. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil.

