Suspeito, apontado como homem de confiança da organização criminosa, seria responsável pela cobrança de taxas ilegais e por ameaçar comerciantes que se recusavam a pagar
Policiais civis da 50ª DP (Itaguaí) prenderam um homem apontado como integrante da milícia ligada a Luís Antônio da Silva Braga, conhecido como Zinho. A prisão ocorreu no bairro Coroa Grande, em Itaguaí, na Baixada Fluminense.
Segundo as investigações, o suspeito ocupava uma posição de confiança dentro da organização criminosa e era responsável por cobrar taxas ilegais de comerciantes da região. Aqueles que se recusavam a realizar os pagamentos seriam ameaçados.
A prisão foi resultado de um trabalho de inteligência e monitoramento realizado por agentes da Polícia Civil.
Cobranças eram realizadas em horários alternados
De acordo com a investigação, o suspeito adotava uma estratégia para tentar dificultar a atuação das forças de segurança.
As cobranças eram realizadas em dias e horários alternados, numa tentativa de evitar a identificação e a abordagem policial.
Durante o trabalho de inteligência, agentes da 50ª DP conseguiram identificar o esquema de extorsão e localizar o homem apontado como responsável pelas cobranças.
Após o monitoramento, os policiais encontraram o suspeito dentro de um veículo e efetuaram a prisão.
Suspeito teria ligação anterior com o Comando Vermelho
Outro detalhe levantado pela investigação é o histórico criminal do homem.
Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como um roubador contumaz e teria mantido vínculos anteriores com o Comando Vermelho, antes de passar a integrar a milícia ligada a Zinho.
A investigação indica que, após essa mudança de vínculo criminoso, o suspeito passou a atuar diretamente na cobrança de taxas ilegais impostas a comerciantes.
Milícias exploram atividades comerciais
A cobrança de taxas ilegais é uma das práticas utilizadas por organizações milicianas para obter recursos financeiros e exercer controle sobre determinados territórios.
Comerciantes e moradores podem ser submetidos a ameaças e intimidações para realizar pagamentos exigidos pelos grupos criminosos.
No caso investigado em Itaguaí, a Polícia Civil aponta que o suspeito exercia justamente essa função dentro da organização.
A prisão representa mais uma ação das forças de segurança contra a atuação de grupos milicianos na Baixada Fluminense.
Até o momento, não foram divulgados o nome do preso nem detalhes sobre eventuais materiais apreendidos durante a operação.
Fonte: Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, com informações divulgadas pelo Jornal Destaque Baixada.
