Candidato do PL à Presidência falou por cerca de 40 minutos à TV Globo na noite de sexta-feira (16) e tratou de reeleição, segurança pública, escala 6×1 e economia
O senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 25 de outubro, foi entrevistado ao vivo no Jornal Nacional, da TV Globo, na noite desta sexta-feira (16). Durante pouco mais de 40 minutos, o candidato respondeu sobre os atos de 8 de janeiro, a situação jurídica da família, propostas para a segurança e para as contas públicas.
Fim da reeleição e 8 de janeiro
Flávio prometeu enviar ao Congresso uma proposta de emenda à Constituição para acabar com a reeleição para presidente, deixando aos parlamentares a definição sobre a duração do mandato. Segundo ele, parentes próximos do presidente também ficariam impedidos de sucedê-lo. Sobre o 8 de janeiro de 2023, o candidato negou que tenha havido tentativa de golpe e classificou como “farsa” a condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a 27 anos de prisão. Ele afirmou que ainda não conversou com o pai sobre um eventual cargo no governo e disse que o irmão, Eduardo Bolsonaro, não será ministro das Relações Exteriores.
Escala 6×1, crime organizado e economia
Depois de meses de resistência, o candidato declarou apoio ao fim da escala 6×1, já aprovado pelo Congresso, e disse que manterá a legislação trabalhista. Na segurança pública, prometeu classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações “narcoterroristas” e defendeu regras mais flexíveis para o acesso a armas. Questionado sobre o pedido de cerca de R$ 130 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao filme Dark Horse, afirmou que não houve “nada de errado” e que a relação era privada.
Na economia, Flávio disse que pretende reduzir mais de R$ 200 bilhões da dívida federal com a venda de imóveis públicos abandonados, arrecadar R$ 100 bilhões com o petróleo da Margem Equatorial e extinguir ao menos dez ministérios. Segundo a Agência Brasil, algumas afirmações não se sustentam nos dados oficiais: a Petrobras prevê que a exploração da Margem Equatorial não começará antes de 2033, e os números do Inpe mostram que os focos de queimada na Amazônia em 2026 estão bem abaixo dos anos recordes, ao contrário do que o candidato declarou.
Horas antes da entrevista, Flávio almoçou com executivos do Grupo Globo. A emissora informou que nenhum jornalista participou do encontro.
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Com informações da Agência Brasil. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil (imagem de arquivo, 4 de outubro).

