Nova RDS Marinha Urupirá, administrada pelo Inea, vai proteger a biodiversidade do litoral da Zona Oeste e apoiar a pesca artesanal e o turismo sustentável
O litoral da Zona Oeste do Rio ganhou uma nova área de proteção ambiental. O governo do estado criou nesta sexta-feira (16) a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Marinha Urupirá, a RDS Urupirá, que abrange cerca de 3 mil hectares de mar, ilhas e costões rochosos entre a Ilhota do Frade, em Barra de Guaratiba, e a Pedra do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes. A gestão ficará a cargo do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
Proteção do mar e da pesca
A unidade pertence à categoria de uso sustentável prevista no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), o que permite conciliar a preservação com atividades tradicionais. O objetivo é resguardar ambientes marinhos e costeiros usados por diversas espécies para alimentação, reprodução e abrigo, incluindo animais ameaçados e outros de interesse para a pesca, ao mesmo tempo em que fortalece a pesca artesanal e o turismo de baixo impacto na região.
Entre os problemas que a reserva pretende enfrentar estão a pesca ilegal e predatória, o acúmulo de lixo, o turismo desordenado e a chamada pesca fantasma, provocada por redes e outros equipamentos abandonados no mar que continuam capturando animais.
Gestão com participação da comunidade
A RDS terá um Conselho Deliberativo formado por órgãos públicos, sociedade civil, comunidades tradicionais e usuários cadastrados. Estão previstas ações de monitoramento participativo, pesquisa científica, educação ambiental e fiscalização. A criação da unidade foi precedida de estudos técnicos, escutas nos territórios, reuniões, audiências e consulta pública, com apoio técnico da organização The Nature Conservancy (TNC) e do Ilhas do Rio – Instituto Mar a Dentro.
Segundo o secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Rodrigo Mascarenhas, a nova reserva une a ampliação das áreas protegidas a um modelo de gestão efetiva, participativa e equitativa. A iniciativa também contribui para a meta internacional conhecida como 30×30, do Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, que prevê a proteção de 30% das áreas terrestres e marinhas do planeta até 2030.
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Com informações do Diário do Rio e do Inea. Foto: Divulgação/Inea.

