Pessoas assistem pela TV, em um estabelecimento comercial, ao debate entre Lula e Flávio Bolsonaro na BandPessoas acompanham pela TV o debate da Band entre Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Primeiro confronto direto entre os candidatos à Presidência teve acusações sobre o caso Banco Master, propostas contra facções como CV e milícias e bate-boca entre as equipes no fim

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) ficaram frente a frente pela primeira vez nesta campanha na noite de domingo (18), em debate promovido pela TV Bandeirantes, em São Paulo. A uma semana do segundo turno, marcado para 25 de outubro, o encontro foi dominado por acusações pessoais, com espaço menor para propostas.

No primeiro turno, Flávio terminou com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Durante aquela etapa, os dois evitaram os debates na TV.

Master, Lulinha e sigilos

Lula cobrou do adversário explicações sobre R$ 134 milhões que Flávio teria pedido ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o desafiou a abrir, junto com os familiares, os sigilos bancário e telefônico antes da eleição. Flávio respondeu citando R$ 30 milhões que Vorcaro supostamente teria destinado ao Instituto Lula, disse não ter “nada a esconder” e questionou o presidente sobre a empresária Roberta Luchsinger e sobre o filho dele, Fábio Luís, o Lulinha. Lula afirmou que o filho abriu os próprios sigilos de forma voluntária e que o caso está com a Polícia Federal.

Segurança pública e saúde

Na segurança, tema sensível para o Rio, Flávio prometeu classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações narcoterroristas a partir de janeiro, além de defender redução da maioridade penal para 14 anos em crimes hediondos e o fim da saidinha. Lula disse que os estados fracassaram ao cuidar sozinhos da área e defendeu a PEC da Segurança Pública, que amplia o papel da União.

Na saúde, Lula criticou a condução da pandemia no governo de Jair Bolsonaro e acusou a gestão anterior de deixar deteriorar seis hospitais federais no Rio. Flávio reconheceu que a saúde não foi a melhor área do governo do pai e propôs um “SUS padrão Einstein”; Lula perguntou se a ideia seria privatizar o sistema.

Tumulto no encerramento

No último bloco, integrantes das duas comitivas discutiram, e as considerações finais dos dois candidatos foram interrompidas — a de Lula, depois que Flávio passou atrás dele no palco; a de Flávio, por gritos da plateia. Em suas falas finais, Lula acusou o rival de querer privatizar a Petrobras, e Flávio reforçou o discurso sobre combate ao crime.

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Com informações de CNN Brasil e Band. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil.

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