Corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva atendeu em parte pedido da campanha de Lula, que acusa as plataformas de favorecer conteúdos ligados a Flávio Bolsonaro
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, deu prazo de 24 horas para que a Meta — dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp — e o X expliquem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a retirada de publicações e os critérios usados para distribuir conteúdo político. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (23), a dois dias do segundo turno.
O pedido partiu da campanha do presidente Lula (PT), que afirma que as plataformas estariam beneficiando conteúdos ligados ao adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Vídeo de MC Cabelinho foi retirado do ar
Um dos casos citados é o de um vídeo do projeto “Revelando”, do MC Cabelinho, com críticas a Flávio, removido do Instagram na quinta-feira (22) sob a alegação de uso excessivo de inteligência artificial. Para o corregedor, o episódio justifica providências para esclarecer a remoção, e ele determinou que a Meta submeta o material a uma revisão humana. Cueva ponderou, no entanto, que as provas apresentadas até agora não demonstram tratamento diferente baseado em orientação política.
Anúncios e respostas do Grok também questionados
A campanha petista também alega que anúncios pagos pelas candidaturas oficiais têm alcance desigual e que o Grok, inteligência artificial do X, responde de forma diferente a perguntas semelhantes sobre os dois candidatos. A Meta informou ao presidente do TSE, ministro Nunes Marques, que não deu tratamento distinto aos candidatos. Nunes Marques tinha previsto para esta sexta uma última reunião com as plataformas antes da votação de domingo (25).
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Com informações da Agência Brasil. Foto de arquivo: Joédson Alves/Agência Brasil.

