Imagem ilustrativa de corredor de supermercadoImagem ilustrativa gerada por IA

Entidade questiona carta assinada pelo presidente da rede de supermercados e distribuída a funcionários às vésperas do segundo turno

O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro entrou na Justiça contra a rede de supermercados Zona Sul por suposta prática de assédio eleitoral. A ação, divulgada na sexta-feira (23), tem como base uma carta entregue aos empregados pouco antes das eleições e assinada pelo presidente da empresa.

No texto, a direção da rede defende uma “mudança de postura, de prioridades e de modelo” no país e pede que os trabalhadores “votem consciente”. Para o sindicato, a mensagem ultrapassa o poder de gestão do empregador e pode pressionar os funcionários a adotar uma posição política.

Pedido de punição

Presidente da entidade, Márcio Ayer afirma que usar o ambiente das lojas como comitê eleitoral privado é ilegal. O sindicato pede medidas para garantir a liberdade de escolha dos empregados, impedir pressões no local de trabalho e punir a empresa. O caso também foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho no Rio (MPT-RJ), que deve apurar as denúncias.

Procurada pelo Diário do Rio, a rede Zona Sul não havia se manifestado até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto.

Voto é secreto

O sindicato reforça que o voto é secreto e que nenhum trabalhador pode sofrer ameaças ou constrangimentos por causa de sua escolha. Assédio eleitoral ocorre quando o empregador usa sua posição para intimidar ou influenciar o voto, com ameaças de demissão ou promessas de vantagens. Denúncias podem ser feitas pelos canais do sindicato ou diretamente ao MPT, inclusive com pedido de sigilo. O segundo turno será neste domingo (25).

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Com informações do Diário do Rio e da Agência Brasil. Imagem ilustrativa gerada por IA.

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