Petista teve 51,75% dos votos válidos com mais de 98% das urnas apuradas; senador do Rio anunciou que vai pedir a anulação da eleição
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 80 anos, foi reeleito presidente da República neste domingo (25) e vai cumprir o quarto mandato à frente do país. Com mais de 98,2% das urnas apuradas, o petista somava 51,75% dos votos válidos e superou o senador fluminense Flávio Bolsonaro (PL) por uma diferença de mais de 4,4 milhões de votos, segundo a Agência Brasil. Flávio recebeu mais de 59 milhões de votos.
A Agência Brasil classificou o resultado como uma virada histórica, após um primeiro turno em que Flávio terminou à frente. Segundo a agência, a campanha petista ganhou fôlego no segundo turno com mobilização nas redes sociais e atos de rua em dezenas de cidades. Lula já afirmou que este será seu último mandato. Ele discursou após a confirmação do resultado em um hotel em São Paulo.
Flávio fala em pedir anulação
Já no fim da noite, em frente ao comitê de campanha em Brasília, Flávio Bolsonaro declarou que não vai reconhecer o resultado. O senador atribuiu a posição à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou a votação até as 19h nas seções que ainda estavam abertas. Segundo o candidato derrotado, a mudança alterou as regras durante a disputa e tratou eleitores de forma desigual. Ele afirmou que a equipe jurídica da campanha vai pedir a anulação do pleito e deixou o local sem responder a perguntas de jornalistas.
A prorrogação foi determinada em caráter de urgência, perto das 17h, após relatos de dificuldades no transporte de eleitores, principalmente em cidades da Bahia e na capital paulista. O pedido de extensão do horário partiu das duas campanhas, inclusive a de Flávio. Os votos já registrados em urnas encerradas foram contabilizados normalmente, conforme orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Propostas para o novo mandato
Entre as promessas de Lula na campanha estão a valorização do salário mínimo acima da inflação, a criação de um Ministério da Segurança Pública, o aumento dos investimentos em defesa, uma rede pública de tratamento de câncer e versões universitárias do programa Pé-de-Meia. O presidente do TSE telefonou ao petista para cumprimentá-lo pela reeleição.
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Com informações da Agência Brasil. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.

