Canetas aplicadoras de medicamentos GLP-1Foto: Divulgação/Anvisa

Medicamentos são fabricados por laboratórios indianos; com os novos registros, Brasil chega a 20 canetas de GLP-1 aprovadas em 2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novos medicamentos injetáveis para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Todos são vendidos em forma de canetas aplicadoras e têm como princípio ativo a semaglutida ou a liraglutida, substâncias da classe dos agonistas do receptor de GLP-1.

Os registros foram publicados no Diário Oficial da União por meio da Resolução RE nº 4.244, de 28 de outubro, e divulgados neste fim de semana. Com eles, a agência já soma 20 canetas de GLP-1 aprovadas somente em 2026.

Quais são os produtos

As canetas são fabricadas pelos laboratórios indianos Biocon e OneSource Specialty e foram registradas no Brasil por três empresas: Farma Vision, Aché Laboratórios e Dr. Reddy’s. Para o diabetes, foram aprovados o Aribet (liraglutida, da Biocon, comercializado pela Farma Vision), o Embeltah (semaglutida, da OneSource, registrado pela Dr. Reddy’s) e o Sevema (semaglutida, da OneSource, registrado pela Aché).

Para a obesidade, a Anvisa liberou o Lyrza e o Wylovol, ambos de liraglutida, produzidos pela Biocon e com registro em nome da Farma Vision. Nesses casos, o uso deve ser associado a atividade física e mudanças na alimentação.

Como agem

O GLP-1 é um hormônio produzido naturalmente pelo intestino depois das refeições, que sinaliza ao cérebro a sensação de saciedade. Os medicamentos imitam essa ação, ajudando no controle da glicose e do apetite. O uso deve ocorrer sempre com prescrição e acompanhamento médico.

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Com informações da Agência Brasil e da Anvisa. Foto: Divulgação/Anvisa.