Fachada do prédio do Ministério Público do Rio de Janeiro, no Centro do RioFachada do MPRJ, no Centro do Rio. Foto: Divulgação/MPRJ

MPRJ acusa três agentes da delegacia do idoso de cobrar propina de empresário no Caramujo; Operação Rasura cumpre mandados de busca nesta sexta

Três policiais civis lotados na Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pelo crime de concussão. Segundo a acusação, eles exigiram R$ 100 mil do dono de uma fábrica de gelo no bairro Caramujo, em Niterói, para deixar de tomar providências contra o estabelecimento. A denúncia, apresentada pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), foi recebida pela 1ª Vara Criminal de Niterói.

Nesta sexta-feira (6), o MPRJ deflagrou a Operação Rasura para cumprir três mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. A ação contou com promotores, agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público e equipes da Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Os nomes dos denunciados não foram divulgados, e as defesas não foram localizadas.

Denúncia de maus-tratos serviu de pretexto, diz MP

De acordo com o MPRJ, o caso aconteceu em maio de 2025. Os agentes foram até a fábrica alegando que iriam apurar uma denúncia de maus-tratos contra um idoso. Já no local, passaram a questionar a procedência de um transformador de energia e das máquinas usadas na produção de gelo, além da regularidade da ligação elétrica do imóvel.

Depois de apontar supostas irregularidades, os policiais teriam cobrado R$ 100 mil para não adotar medidas contra o negócio. Como o empresário não tinha a quantia, o valor foi dividido em três parcelas. Segundo a investigação, a vítima chegou a entregar R$ 30 mil aos agentes, em dois encontros presenciais.

Nome da operação

O nome Rasura, segundo o Ministério Público, faz referência à tentativa dos investigados de modificar a versão dos fatos para dar aparência de legalidade à abordagem e à cobrança feita ao empresário. O material apreendido nesta sexta será analisado e poderá reforçar as provas do processo.

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Com informações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e do Agenda do Poder. Foto: Divulgação/MPRJ (arquivo).