Jorge Luiz Ricardo Dias se apresentou nesta quinta-feira (20) na 12ª DP; vítima teria sido acusada injustamente de furtar uma bicicleta

Um dos seguranças investigados pela morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, se entregou à Polícia Civil nesta quinta-feira (20). Jorge Luiz Ricardo Dias compareceu à 12ª DP (Copacabana) acompanhado de um advogado, e a prisão foi cumprida pelos agentes.

Cláudio morreu após ser brutalmente espancado no bairro, depois de ter sido acusado de furtar uma bicicleta. Segundo familiares, porém, a bicicleta pertencia a uma das irmãs da vítima, que teria sido injustamente confundida com um criminoso.

Imagens de câmeras de segurança registraram a agressão, que durou aproximadamente sete minutos. Segundo a investigação, Cláudio recebeu pelo menos 30 golpes com uma barra, além de socos e chutes. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos.

Jorge é apontado como o segurança que abordou inicialmente Cláudio. As investigações, no entanto, não indicam que ele tenha desferido os golpes registrados pelas câmeras. O homem que aparece nas imagens agredindo a vítima é Davi Santos Machado, também segurança, que está foragido e tem um mandado de prisão em aberto.

A Polícia Civil também investiga a participação de outros dois homens, apontados como entregadores por aplicativo, nas agressões.

O caso segue sob investigação da 12ª DP. A família de Cláudio afirma que ele sofria de transtornos psicológicos, fazia acompanhamento profissional e não possuía antecedentes criminais. Os familiares pedem justiça e contestam a acusação de que ele teria cometido o suposto furto.

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