Presidente participa do desfile oficial em Brasília enquanto candidato do PL transforma a Avenida Paulista em palco de oposição a Lula e ao STF
O 7 de Setembro de 2026 ganhou um peso político especial neste ano. A menos de um mês do primeiro turno das eleições presidenciais, a data da Independência do Brasil colocou em lados opostos dois dos principais nomes da disputa: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Em Brasília, Lula participou nesta segunda-feira (7) do tradicional desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios. O presidente esteve acompanhado de autoridades dos Três Poderes, entre elas o presidente do STF, Edson Fachin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta.
O desfile teve como tema “Soberania – A força que une o Brasil”, reforçando uma das principais mensagens do governo neste 7 de Setembro. A cerimônia também destacou o combate à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027.
Flávio leva o confronto para a Paulista
Em São Paulo, a estratégia foi outra.
Flávio Bolsonaro transformou a Avenida Paulista em palco de mobilização política neste 7 de Setembro. O ato bolsonarista adotou como principais palavras de ordem “Fora Lula” e “Fora Moraes”, direcionando críticas ao presidente da República e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
O movimento ocorre em meio à crise envolvendo integrantes do STF e tornou-se uma das principais apostas da campanha de Flávio para ampliar sua presença nas ruas e fortalecer sua candidatura à Presidência.
Antes do ato, Flávio participou de um culto em São Paulo ao lado do governador Tarcísio de Freitas. Durante a celebração, o candidato fez uma oração pelo país e também mencionou o pai, Jair Bolsonaro.
A mesma data, mensagens diferentes
O contraste deste 7 de Setembro é evidente.
Enquanto Lula utiliza a cerimônia oficial para reforçar a imagem institucional da Presidência e defender a soberania nacional, Flávio Bolsonaro aproveita a data para transformar a mobilização popular em demonstração de força eleitoral e em um ato de oposição ao governo e ao STF.
A diferença de estratégia ocorre justamente quando a disputa presidencial entra em sua fase decisiva. Pesquisa Datafolha divulgada nos últimos dias apontou Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, os dois aparecem em situação de empate técnico.
O 7 de Setembro, tradicionalmente marcado pelo patriotismo e pelos desfiles cívicos, acaba assim incorporado à disputa eleitoral de 2026.
