Reprodução/Polícia Civil
Guilherme Moura da Silva, conhecido como “Vasco”, foi localizado em Inhaúma durante uma ação conjunta das polícias civis do Rio e de Mato Grosso
A Polícia Civil prendeu, na noite desta quinta-feira (20), Guilherme Moura da Silva, conhecido como “Vasco”, apontado pelas investigações como operador financeiro e braço direito de Jonas Souza Gonçalves Júnior, o “Batman”, considerado uma das principais lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso.
Guilherme foi localizado enquanto treinava em uma academia na Avenida Itaóca, em Inhaúma, na Zona Norte do Rio, nas proximidades do Complexo do Alemão. A prisão ocorreu após uma ação integrada entre equipes das polícias civis do Rio de Janeiro e de Mato Grosso.
Contra o suspeito havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Mato Grosso. Segundo as autoridades, ele não ofereceu resistência durante a abordagem e foi encaminhado para a delegacia responsável pelo cumprimento da ordem judicial. Posteriormente, foi levado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
Suspeito atuaria no setor financeiro da facção
De acordo com as investigações, “Vasco” ocupava uma posição de confiança na estrutura financeira do Comando Vermelho em Mato Grosso e mantinha ligação direta com “Batman”.
As apurações apontam ainda que o grupo teria movimentado cerca de R$ 52 milhões em aproximadamente um ano e meio, em investigação relacionada à lavagem de dinheiro.
“Batman” continua foragido
Jonas Souza Gonçalves Júnior, o “Batman”, está foragido desde 2024. Segundo as investigações, mesmo longe de Mato Grosso, ele continuaria coordenando atividades da organização criminosa à distância.
“Batman” foi condenado, em fevereiro de 2024, a 13 anos e 10 meses de prisão por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Após obter progressão para o regime semiaberto e passar a utilizar tornozeleira eletrônica, ele rompeu o equipamento e passou à condição de foragido.
A prisão de “Vasco” faz parte do trabalho de integração entre as forças de segurança dos dois estados para localizar integrantes da organização criminosa e interromper a atuação financeira do grupo.
