Inundação repentina atingiu a região próxima à fronteira com o Tibete; casas, estradas e pontes foram destruídas e operações de resgate mobilizam helicópteros

Uma forte inundação repentina atingiu o Nepal nesta quarta-feira (26) e deixou um rastro de destruição na região próxima à fronteira com o Tibete. O balanço mais recente aponta para 22 mortos e 384 pessoas desaparecidas, segundo autoridades locais. Entre os desaparecidos estão 291 estrangeiros.

A cheia atingiu principalmente áreas próximas ao rio Bhotekoshi, no distrito de Rasuwa, no norte do país. A força da água arrastou casas, veículos, estradas e outras estruturas, além de provocar danos em pontes e instalações de geração de energia.

Imagens divulgadas pelas autoridades mostram a dimensão da tragédia, com uma enorme quantidade de água e lama avançando pelas áreas próximas ao rio e destruindo construções pelo caminho.

Resgate mobiliza helicópteros

O Exército do Nepal, a Polícia do Nepal e a Força Policial Armada foram mobilizados para atuar nas buscas. Segundo as autoridades, 14 helicópteros foram empregados nas operações de resgate.

As condições meteorológicas e os danos provocados pela inundação dificultam o acesso a algumas das áreas atingidas. Comunicações também foram afetadas, o que pode fazer com que o número de vítimas aumente à medida que as equipes consigam chegar aos locais mais isolados.

Entre os desaparecidos estão também agentes de segurança que trabalhavam na região de Timure, próxima à fronteira entre Nepal e China.

Vilarejos foram atingidos

A inundação provocou grandes estragos em comunidades às margens do rio. Autoridades relataram que áreas habitadas inteiras foram severamente afetadas, enquanto pontes, mercados e estradas também sofreram danos.

Ainda há investigação sobre a origem exata da enchente. Uma das hipóteses levantadas pelas autoridades é que um deslizamento de terra tenha bloqueado um curso d’água, provocando posteriormente uma grande onda de água e lama.

O fenômeno também provocou impactos no lado chinês da fronteira, no Tibete, onde autoridades relataram um deslizamento de terra e temem um número elevado de vítimas.

As equipes de emergência continuam trabalhando na busca por sobreviventes e desaparecidos.

O Fato Fluminense acompanha a situação e atualizará esta matéria conforme forem divulgadas novas informações sobre o número de vítimas e o trabalho de resgate.

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