Enchentes provocadas por colapso de geleira atingiram o Nepal e o Tibete; equipes de resgate buscam sobreviventes em meio à destruição

O número de mortos após as devastadoras enchentes que atingiram o Nepal e o Tibete aumentou nesta quinta-feira (27). Segundo os balanços mais recentes, 359 pessoas morreram e mais de mil continuam desaparecidas após uma enorme enxurrada atingir comunidades na região do Himalaia.

A tragédia começou na quarta-feira (26), depois que o colapso de uma geleira e o deslocamento de grandes volumes de gelo, rocha e sedimentos provocaram uma enxurrada de grandes proporções. A força da água atingiu o rio Trishuli e outras áreas próximas à fronteira entre o Nepal e o Tibete.

No Nepal, diversos vilarejos foram atingidos. Casas, veículos, pontes, estradas e estruturas de geração de energia foram destruídos, dificultando o acesso das equipes de emergência às áreas mais afetadas.

Entre os desaparecidos estão moradores, policiais, trabalhadores e centenas de turistas estrangeiros. A região é também uma importante rota utilizada por peregrinos que seguem em direção ao Monte Kailash, no Tibete.

No lado chinês, autoridades informaram que 558 pessoas estão desaparecidas, sendo 260 estrangeiros. Três mortes foram confirmadas no Tibete.

As equipes de resgate utilizam helicópteros para retirar pessoas isoladas, transportar feridos e levar alimentos e outros suprimentos para regiões onde o acesso por terra foi interrompido.

Risco de novas enchentes

Além das buscas por sobreviventes, as autoridades monitoram o risco de uma nova inundação. Um bloqueio formado no curso do rio criou uma espécie de lago que pode transbordar e provocar outra onda de água caso a estrutura não suporte a pressão. Moradores e equipes de resgate foram alertados para evitar as margens dos rios.

A destruição da infraestrutura também dificulta a contabilização das vítimas. Corpos foram encontrados a centenas de quilômetros das áreas inicialmente atingidas, carregados pela força das águas.

As buscas continuam nesta quinta-feira, e o número de mortos e desaparecidos ainda pode aumentar à medida que as equipes conseguem chegar às regiões isoladas.

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