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Sete grupos políticos protocolaram representação contra Marcos Motta e pedem afastamento preventivo de até 60 dias

A política interna do Flamengo ganhou um novo capítulo de tensão. Sete grupos políticos do clube protocolaram uma representação pedindo o afastamento preventivo do vice-presidente de Administração, Marcos Motta, sob alegação de possível conflito de interesses relacionado à sua atuação profissional como advogado.

O documento foi protocolado no último dia 20, na sede do Flamengo, na Gávea, e encaminhado ao presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, ao presidente do Conselho Deliberativo, Ricardo Lomba, e ao presidente da Assembleia Geral, Gustavo Fernandes.

Entre os grupos que assinam a representação estão FlaFut, NossoFla, PróFla, Sempre Flamengo, Sinergia, Vanguarda e Vencer.

Os sócios questionam a atuação do escritório Bichara e Motta Advogados, do qual Marcos Motta é sócio, em negócios envolvendo outros clubes. Entre os casos citados estão a participação na implementação da SAF do Santos e a negociação do volante Zé Lucas, que deixou o Sport para defender o Cruzeiro.

Segundo os autores da representação, o dirigente teria acesso a informações estratégicas e confidenciais do Flamengo, como valores de negociações, orçamento, limites salariais e alvos do clube no mercado. Na avaliação dos grupos, a possibilidade de essas informações serem utilizadas em atividades profissionais envolvendo outras equipes poderia prejudicar o Rubro-Negro.

O pedido solicita que Marcos Motta seja intimado a esclarecer seus vínculos comerciais e apresente contratos relacionados às atividades questionadas. Os sócios também pedem seu afastamento preventivo por até 60 dias, com base no Estatuto Social do Flamengo.

A representação ainda faz referência ao afastamento do ex-presidente Rodolfo Landim e à reforma estatutária promovida durante a gestão de Bap, argumentando que as regras de impedimento devem ser aplicadas de maneira uniforme dentro do clube.

Até o momento, Marcos Motta e a diretoria do Flamengo não haviam se manifestado publicamente sobre o pedido.

O caso agora deve ser analisado internamente pelo clube e pode aumentar ainda mais a temperatura da disputa política nos bastidores da Gávea.

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