Ministério Público acusa dois PMs de homicídio qualificado pela morte de Andréa Marins Dias e pede a prisão preventiva dos agentes

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou dois policiais militares pela morte da médica Andréa Marins Dias, atingida por disparos durante uma ação policial em Cascadura, na Zona Norte do Rio.

A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP/MPRJ). Os dois agentes foram denunciados pelo crime de homicídio qualificado, e o Ministério Público também requereu à Justiça a prisão preventiva dos policiais.

Andréa foi atingida quando estava dentro de um carro durante uma ação da Polícia Militar realizada na região. O caso ocorreu em março e provocou forte repercussão.

De acordo com a investigação, policiais realizavam uma abordagem na região quando houve disparos. Andréa acabou baleada e não resistiu aos ferimentos.

MPRJ abriu investigação independente

Após a morte da médica, o GAESP instaurou um procedimento investigatório criminal independente para apurar as circunstâncias da ação policial.

Além de acompanhar as investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Capital, o Ministério Público passou a analisar a atuação dos agentes envolvidos e as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos policiais.

A apuração também buscou esclarecer as circunstâncias dos disparos e identificar de onde partiram os tiros que atingiram a vítima.

Durante as investigações, o MPRJ informou que adotou medidas para preservar provas e requisitou informações relacionadas ao funcionamento e armazenamento das imagens das câmeras corporais dos policiais envolvidos na ocorrência.

Com a apresentação da denúncia, caberá agora à Justiça decidir se recebe a acusação apresentada pelo Ministério Público. Caso isso aconteça, os policiais passarão à condição de réus no processo.

O pedido de prisão preventiva apresentado pelo MPRJ também será analisado pelo Judiciário.

Caso provocou repercussão no Rio

A morte de Andréa Marins Dias levantou questionamentos sobre os protocolos adotados durante operações e abordagens policiais em áreas movimentadas da cidade.

Desde o início da investigação, o Ministério Público afirmou que acompanharia o caso de forma independente para esclarecer as circunstâncias da morte e eventual responsabilidade dos agentes envolvidos.

Os policiais denunciados terão direito à ampla defesa e ao contraditório durante o processo.

Fonte: Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ)

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