Foto: Reprodução/ TV Globo
Problema afeta rotina dos estudantes e reduziu aulas do ensino integral para cerca de 1h30 por dia
O CIEP Professor Sylvio Gnecco de Carvalho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, está há quase cinco meses sem energia elétrica após o furto de cabos da unidade. O problema, registrado desde abril, vem afetando diretamente a rotina dos estudantes e comprometendo o funcionamento do ensino integral.
Com a falta de iluminação e energia, os alunos passaram a permanecer menos tempo na escola. No ensino médio, as aulas presenciais acontecem das 9h às 10h30. Já os estudantes do ensino fundamental 2 ficam na unidade das 7h30 às 9h. Após esse período, professores encaminham atividades pelo celular.
Segundo relatos de estudantes, a redução do tempo em sala prejudica o acompanhamento das disciplinas. A estudante Ana Luiza Fernandes, de 16 anos, afirmou que as aulas acabam ficando corridas e que, em alguns casos, os professores não conseguem concluir as explicações.
A falta de energia também limita o uso dos espaços da escola. Com os corredores sem iluminação, as atividades precisam ser concentradas em áreas que recebem luz natural.
Prejuízo na estrutura
Um relatório técnico da rede estadual confirmou o furto dos cabos e apontou ainda danos nas caixas de passagem da unidade.
Em julho, foi elaborado um orçamento de R$ 130.951,46 para a reposição do cabeamento furtado e a realização dos reparos necessários.
Apesar da previsão de intervenção, até esta semana os serviços ainda não haviam começado, segundo relatos de alunos e responsáveis.
Secretaria promete início dos serviços
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação informou que a intervenção no CIEP está em fase final e que os serviços para solucionar o problema devem começar imediatamente.
A pasta também afirmou que vem ampliando a instalação de sistemas de alarme para reforçar a segurança das unidades da rede estadual e evitar novos episódios de furto.
A Polícia Militar informou que realiza operações de combate aos crimes na região e que direciona o policiamento para pontos considerados estratégicos. A corporação também declarou estar à disposição da comunidade escolar para alinhar medidas de segurança.
Enquanto a solução não é concluída, estudantes e familiares continuam enfrentando uma rotina escolar reduzida, com impacto principalmente sobre os alunos matriculados no ensino integral.
