Decisão do Ministério da Justiça foi publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União após processo administrativo disciplinar
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo. A decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública foi publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União.
A penalidade foi aplicada após um processo administrativo disciplinar concluir que Eduardo acumulou mais de 30 dias consecutivos de faltas injustificadas. A decisão foi assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.
Retorno à Polícia Federal
Eduardo Bolsonaro fazia parte do quadro da Polícia Federal como escrivão e estava afastado da função para exercer mandato na Câmara dos Deputados.
O ex-parlamentar deixou o Brasil em março de 2025 e passou a morar nos Estados Unidos. Em dezembro daquele ano, perdeu o mandato de deputado federal por ausência às sessões deliberativas da Câmara.
Após a perda do mandato, a Polícia Federal encerrou o afastamento concedido para o exercício da atividade parlamentar e determinou que Eduardo retornasse às funções de escrivão. O retorno não ocorreu, dando origem ao processo administrativo que terminou com sua demissão.
Decisão encerra vínculo com a PF
A publicação desta segunda-feira formaliza o desligamento de Eduardo Bolsonaro dos quadros da Polícia Federal.
A demissão administrativa ocorre poucos dias depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal rejeitar, por unanimidade, recurso apresentado pelo ex-deputado contra sua condenação a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo.
Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos. A demissão publicada nesta segunda-feira tem como fundamento específico o processo administrativo por abandono de cargo.
