Empresária de 46 anos foi encontrada parcialmente carbonizada dentro da residência do casal; perícia identificou ferimentos na cabeça e no rosto e um projétil no imóvel

Um homem de 34 anos foi preso nesta quinta-feira (24), na Pavuna, Zona Norte do Rio, suspeito de matar a própria companheira e tentar simular um incêndio na residência onde o casal vivia.

A vítima, a empresária Elaine Ferreira Ourique Mattos, de 46 anos, foi encontrada morta e parcialmente carbonizada na manhã de quarta-feira (23), após o Corpo de Bombeiros controlar um incêndio no imóvel, localizado na Rua Maria Joaquina.

O caso passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Perícia encontrou indícios de violência

Segundo a investigação, a perícia identificou múltiplos traumas na cabeça e no rosto da vítima. Um projétil de arma de fogo deflagrado também foi encontrado no piso da cozinha.

Outro elemento que chamou a atenção dos investigadores foi a forma como o fogo atingiu o imóvel. As chamas teriam ficado concentradas no sofá onde estava o corpo da empresária.

A partir dos vestígios encontrados e dos depoimentos colhidos durante a investigação, a Polícia Civil passou a trabalhar com a hipótese de que o incêndio teria sido provocado para tentar encobrir o crime.

Transferência bancária entrou na investigação

Os policiais também identificaram uma transferência de R$ 3,4 mil da conta vinculada ao salão de beleza da vítima para a conta pessoal do investigado na manhã do crime.

De acordo com as informações reunidas pela investigação, o celular de Elaine seria o único aparelho utilizado para realizar esse tipo de operação. O telefone foi posteriormente encontrado dentro do veículo usado pelo companheiro.

Testemunhas ouvidas pelos investigadores também relataram comportamento controlador e ciúmes por parte do suspeito, além de restrições ao contato da empresária com familiares.

Prisão temporária

Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil pediu à Justiça a prisão temporária do investigado por feminicídio. O pedido foi deferido, e o mandado foi cumprido nesta quinta-feira, na Pavuna.

O homem permanece à disposição da Justiça.

As investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Capital para esclarecer completamente a dinâmica da morte e reunir novos elementos sobre o caso.

A defesa do investigado não havia sido localizada pelas reportagens consultadas até a publicação das informações.

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