Ex-presidente afirmou que resultado do primeiro turno demonstrou desejo de mudança entre os eleitores e associou candidatura do senador do PL à ideia de “reconexão”
O ex-presidente Michel Temer (MDB) declarou, nesta segunda-feira (5), apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O posicionamento foi divulgado por Temer em uma manifestação intitulada “Declaração à Nação”, publicada um dia depois do primeiro turno.
“As urnas falaram. O povo brasileiro, autoridade única da democracia, deixou claro que deseja mudança”, afirmou o ex-presidente.
Segundo Temer, o resultado das eleições também mostrou uma renovação na composição do Congresso Nacional e na disputa pela Presidência.
“Reconexão é Flávio”
Ao justificar sua decisão, Temer afirmou que considera necessário um novo caminho político para o país.
“A sociedade não quer fórmulas repetidas e discursos grosseiros. Quer novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente”, declarou.
Em seguida, o ex-presidente tornou explícito o apoio ao candidato do PL:
“Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio.”
A declaração coloca Temer entre as lideranças políticas que começaram a anunciar seus posicionamentos para a etapa final da disputa presidencial.
Flávio e Lula disputam segundo turno
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%.
Os dois voltarão a se enfrentar nas urnas no dia 25 de outubro.
A diferença entre os candidatos no primeiro turno foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos.
Apoio é pessoal de Temer
O posicionamento anunciado nesta segunda-feira representa uma decisão pessoal de Michel Temer.
No primeiro turno, o MDB não declarou apoio oficial a nenhum candidato à Presidência e liberou seus diretórios estaduais para estabelecer alianças de acordo com as diferentes disputas locais.
Presidente da República entre 2016 e 2018, Temer continua sendo uma das principais lideranças nacionais do MDB.
A manifestação ocorre no momento em que as campanhas de Flávio Bolsonaro e Lula iniciam as articulações políticas para ampliar suas alianças antes do segundo turno.
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