Após manifestações em Niterói, estudantes organizam atos, assembleias e plenárias em universidades de diferentes estados; calendário reúne mais de 40 mobilizações até 13 de outubro

O movimento de estudantes em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou novos atos nesta terça-feira (6) e começa a se espalhar por universidades de diferentes regiões do país, dois dias depois do primeiro turno da eleição presidencial.

Depois da manifestação realizada por estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, na segunda-feira (5), alunos voltaram às ruas da cidade nesta terça. Mobilizações também foram registradas em outros estados, enquanto entidades estudantis divulgaram um calendário com mais de 40 atividades previstas até 13 de outubro.

As manifestações acontecem no início da campanha para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para 25 de outubro.

Estudantes voltam às ruas em Niterói

Pelo segundo dia consecutivo, estudantes da UFF e apoiadores de Lula realizaram uma manifestação em Niterói.

Na noite desta terça-feira, o grupo iniciou a mobilização na região do campus do Gragoatá e seguiu em direção à Praça Arariboia, no Centro.

Durante o percurso, os participantes exibiram cartazes e entoaram palavras de ordem em apoio à reeleição do presidente.

O primeiro ato havia ocorrido na noite de segunda-feira, quando estudantes saíram do Gragoatá e percorreram diferentes pontos da cidade, incluindo Ingá e Icaraí.

A mobilização foi organizada por estudantes e entidades acadêmicas, entre elas o Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV), da Faculdade de Direito da UFF.

UFPE também teve manifestação nesta terça

A movimentação chegou nesta terça-feira ao campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife.

Estudantes universitários realizaram um ato à noite em apoio à candidatura de Lula.

Além da disputa presidencial, os participantes defenderam pautas relacionadas à democracia, à valorização da educação pública e ao financiamento das universidades federais.

As mobilizações são organizadas por estudantes e entidades do movimento estudantil e não representam, por si só, posicionamento institucional das universidades.

Mais de 40 atividades são anunciadas

O movimento começa a adquirir dimensão nacional.

Um calendário divulgado por organizações estudantis reúne mais de 40 mobilizações, entre assembleias, plenárias, reuniões e manifestações, distribuídas por 14 estados e pelo Distrito Federal até o dia 13 de outubro.

Entre as instituições citadas nas agendas estão universidades do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pará, Sergipe e Maranhão, além de instituições do Distrito Federal e de outros estados.

UNE (União Nacional dos Estudantes), ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos), entidades estaduais e diretórios e centros acadêmicos participam de diferentes convocações.

Não há, entretanto, indicação de que todas as atividades façam parte de uma única organização centralizada. Os atos possuem formatos e organizadores diferentes em cada estado.

Rio terá novas manifestações

No estado do Rio, a mobilização também deve continuar nesta quarta-feira (7).

Estudantes e entidades convocaram um ato para o meio-dia, na região da Candelária, no Centro do Rio.

Também há atividades anunciadas envolvendo estudantes da UFRJ e da Unirio.

As convocações relacionam o segundo turno presidencial a temas como defesa da educação pública, ciência e democracia.

Mobilização também é organizada em Minas

Em Minas Gerais, entidades estudantis preparam atos para os próximos dias.

Na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), há manifestação prevista para quinta-feira (8). Em Belo Horizonte, entidades como UNE, União Estadual dos Estudantes e DCE da UFMG convocaram uma mobilização para sexta-feira (9), na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais.

A proposta anunciada pelos organizadores é ampliar a participação dos estudantes na campanha do segundo turno.

Outras universidades brasileiras também têm assembleias e plenárias programadas.

Segundo turno mobiliza estudantes

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na primeira colocação, seguido por Lula. Como nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, os dois avançaram para o segundo turno.

Desde o resultado das urnas, grupos estudantis passaram a organizar atividades para participar diretamente da campanha.

Os movimentos que promovem os atos defendem a reeleição de Lula e fazem oposição à candidatura de Flávio Bolsonaro. Entre os argumentos apresentados nas convocações estão questões relacionadas à educação pública, financiamento das universidades, ciência e democracia.

A mobilização iniciada nas universidades deverá continuar nos próximos dias, com novas atividades já programadas em diferentes regiões do país.

Foto: Reprodução/Redes sociais

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