Celular sobre o gramado de um estádio de futebol à noiteImagem ilustrativa gerada por IA

Entidade analisou mais de 17 milhões de publicações e identificou cerca de 240 mil mensagens ofensivas contra jogadores, técnicos e árbitros

Um relatório divulgado pela Fifa aponta que cerca de 20% das mensagens ofensivas publicadas nas redes sociais durante a Copa do Mundo de 2026 tinham conteúdo racista. A entidade monitorou mais de 17 milhões de postagens feitas entre 9 de junho e 20 de julho no X, Instagram, Facebook e TikTok, e classificou aproximadamente 240 mil delas como abusivas.

O acompanhamento abrangeu os perfis oficiais das 48 seleções e de 1.606 pessoas envolvidas no torneio, entre jogadores, treinadores e árbitros. Desse total, 812 foram alvo de ofensas, ou seja, quase metade dos monitorados.

Milhões de posts ocultados

Segundo a Fifa, o sistema de proteção usado durante a competição escondeu automaticamente cerca de 9,2 milhões de publicações antes que chegassem ao público. Um jogador, que não teve o nome divulgado, recebeu sozinho mais de 10 mil mensagens agressivas, 40% delas racistas. Os ataques contra ele cresceram depois que comentários raciais feitos por uma figura pública ganharam grande repercussão.

O relatório também cita o caso da senadora paraguaia Celeste Amarilla, que publicou insultos contra o francês Kylian Mbappé no X. As seleções da França e da Inglaterra foram as mais atacadas, com mensagens que questionavam a formação multicultural dos elencos.

Ameaças e xenofobia

Além do racismo, 15% das mensagens traziam acusações de corrupção, principalmente contra a própria Fifa; 14% eram ameaças de violência, com pico após a vitória da Noruega sobre o Brasil por 2 a 1; e 12% tinham teor xenofóbico. O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que a Fifa seguirá empenhada em proteger a comunidade do futebol do ódio on-line, inclusive de conteúdos gerados por inteligência artificial.

Com informações da Agência Brasil e da Fifa. Imagem ilustrativa gerada por IA.

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