Fachada da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), da Polícia Civil do RioFachada da DCAV, da Polícia Civil do Rio. Foto: Divulgação/PCERJ

Prisões fazem parte da segunda fase de investigação da DCAV; segundo a polícia, grupo oferecia crianças e adolescentes por aplicativos de mensagens

A Polícia Civil do Rio prendeu, no sábado (10), dois suspeitos de integrar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. Um homem, servidor público de 68 anos, foi detido na Gávea, na Zona Sul do Rio, e uma mulher foi presa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. As prisões foram cumpridas com mandados judiciais pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) e divulgadas nesta segunda-feira (12).

De acordo com os investigadores, o servidor seria um dos articuladores do grupo, responsável por recrutar vítimas e organizar encontros. A mulher é suspeita de atuar no aliciamento e na organização das atividades. Uma terceira suspeita ainda era procurada até a última atualização do caso.

Como a rede agia, segundo a polícia

Segundo a Polícia Civil, o grupo usava aplicativos de mensagens para oferecer crianças e adolescentes, de ambos os sexos, em troca de dinheiro e outras vantagens, como celulares e o custeio de eventos. A investigação também apura festas promovidas pelo grupo nas quais teriam ocorrido abusos, e há relatos envolvendo bebês de poucos meses de idade.

Os policiais também investigam se mães teriam entregado as próprias filhas à exploração em troca de dinheiro. Os crimes apurados incluem estupro de vulnerável, favorecimento à prostituição e produção de material de abuso sexual infantil.

Desdobramento de caso anterior

Esta é a segunda fase da investigação, iniciada a partir de um inquérito contra um advogado e professor universitário, preso preventivamente desde março. Com o avanço das apurações, a DCAV identificou outros suspeitos e o que descreve como uma rede organizada. As buscas por outros envolvidos e por pessoas que teriam usado os “serviços” do grupo continuam.

As acusações ainda serão analisadas pela Justiça. A defesa dos presos não foi localizada. Denúncias de violência contra crianças e adolescentes podem ser feitas pelo Disque 100, de forma anônima.

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Com informações de CNN Brasil e NC News. Foto: Divulgação/PCERJ.

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