Proposta em estudo pela equipe do governador eleito faria o comandante da PM e o delegado-geral responderem a um único secretário
As polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro podem perder o status de secretarias próprias a partir do governo de Douglas Ruas (PL). Segundo assessores do governador eleito, ouvidos pela CNN Brasil, a ideia é transformar as duas pastas em estruturas subordinadas à Secretaria de Segurança Pública.
No modelo em discussão, o comandante-geral da PM e o delegado-geral da Polícia Civil deixariam de ter status de secretário e passariam a prestar contas ao titular da Segurança. A mudança, porém, ainda é tratada como um plano da próxima gestão e não foi anunciada oficialmente por Ruas.
Não é unificação das polícias
A reorganização não significa fundir as duas corporações em uma só. PM e Polícia Civil continuariam existindo separadamente, com suas atribuições, mas sob um comando político comum. Os argumentos citados pela equipe de transição são a redução da estrutura administrativa e uma coordenação mais afinada entre as forças.
Ainda não foram divulgados detalhes como a economia esperada, o número de cargos afetados ou o nome de quem comandaria a Segurança Pública no novo governo.
Vai e vem da pasta
A Secretaria de Segurança do estado tem histórico de idas e vindas. Ela foi extinta em 2019, no início do governo Wilson Witzel, quando as polícias ganharam secretarias próprias. Em 2023, Cláudio Castro recriou a pasta por meio da Lei 10.245, com subsecretarias de inteligência, gestão e operações integradas, mas manteve as secretarias de Polícia Civil e de Polícia Militar funcionando em paralelo.
Ruas, que assume o Palácio Guanabara em janeiro, fez da segurança pública um dos eixos da campanha.
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Com informações da CNN Brasil e do Cidade de Niterói. Foto: Thiago Lontra/Alerj.

