Imagem ilustrativa de manifestação em avenida de ParisImagem ilustrativa gerada por IA

Após sábado com 410 mil manifestantes e 1.314 presos, centrais sindicais e Coletes Amarelos ampliam a pressão sobre o governo Macron

Líderes sindicais da França convocaram uma nova rodada de manifestações para o próximo sábado (31) e uma greve nacional para 5 de novembro, mantendo a pressão sobre o governo do presidente Emmanuel Macron. O anúncio foi feito neste domingo (25), um dia depois de mais um fim de semana de protestos pelo país.

Sábado teve menos violência

Segundo o Ministério do Interior francês, cerca de 410 mil pessoas foram às ruas no sábado (24). O governo mobilizou 70 mil policiais, o que ajudou a evitar a repetição dos saques e do vandalismo registrados em 17 de outubro. Ao todo, 1.314 pessoas foram presas, metade do número da semana anterior, e cerca de 50 policiais ficaram feridos — na semana anterior, foram mais de mil.

O sindicato de professores SUD Éducation confirmou participação no ato do dia 31, enquanto a central CGT deve decidir ao longo da semana. O movimento dos Coletes Amarelos também chamou mobilizações para a mesma data, com atos em frente a prefeituras e à Assembleia Nacional. “Estamos vendo uma agregação de revoltas”, afirmou Murielle Guilbert, da central Solidaires, que reclamou da falta de respostas do governo.

Margem pequena para Macron

Diferentemente de 2019, quando reduziu custos de combustíveis para responder aos Coletes Amarelos, Macron enfrenta hoje forte pressão fiscal. Seu mandato termina em abril do ano que vem, e o partido de centro do presidente já não tem maioria para aprovar leis de grande alcance. O governo negocia com sindicatos e estudantes, mas as lideranças consideram as propostas insuficientes. Protestos também foram registrados na Bélgica, na Itália e na Albânia.

Leia também: França tem novo dia de protestos com 70 mil policiais nas ruas e 135 presos | Macron anuncia proibição de protestos considerados ilegítimos após saques na França

Com informações da Reuters, via Agência Brasil. Imagem ilustrativa gerada por IA.

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