Sargento recebeu pena de 63 anos de prisão; capitão foi condenado a 27 anos por fornecer armas ao grupo, acusado de homicídios por encomenda na Zona Oeste
A Justiça do Rio de Janeiro condenou três policiais militares apontados pelo Ministério Público como integrantes do chamado “novo Escritório do Crime”, organização criminosa acusada de sequestros, assassinatos sob encomenda e comércio clandestino de armas e munições. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (28).
As penas
A maior pena coube ao sargento Bruno Marques da Silva, o “Bruno Estilo”: 63 anos de prisão em regime inicialmente fechado, além de 168 dias-multa, por integrar a organização. O capitão Alessander Ribeiro Estrella Rosa, chamado de “Tenente Alessander”, recebeu 27 anos de reclusão, também em regime fechado, e 44 dias-multa, por crimes ligados à venda ilegal de armas. O cabo Diogo Briggs Climaco das Chagas, o “Briggs”, também foi condenado por esse tipo de crime.
Bruno e Alessander continuarão presos preventivamente. Depois do trânsito em julgado, Bruno e Briggs deverão ser excluídos da corporação. No caso do capitão, o processo será enviado ao Tribunal de Justiça para avaliar a perda do posto e da patente.
Mortes em Vargem Pequena e Realengo
Segundo a denúncia, Thiago Soares Andrade Silva, conhecido como “Ganso”, “Batata” ou “Soares”, encomendava os assassinatos, enquanto outros integrantes planejavam, vigiavam as vítimas e executavam os crimes. O grupo é acusado de matar Fábio Romualdo Mendes, alvejado dentro do carro na Estrada dos Bandeirantes, em Vargem Pequena, em 29 de setembro de 2021, e Neri Peres Júnior, atingido por tiros de fuzil e pistola em Realengo, em 4 de outubro do mesmo ano, depois de ao menos quatro tentativas frustradas.
De acordo com o MP, Alessander e Diogo forneciam armamento à quadrilha, inclusive armas desviadas de apreensões policiais, e o capitão recebia pagamentos periódicos de R$ 500. As provas reúnem mensagens, áudios, imagens e registros de negociações de fuzis, carregadores e munições. A defesa dos condenados não foi localizada.
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Com informações da CNN Brasil. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil (imagem de arquivo).

