Setembro concentrou 45 infecções e outubro somou 29, segundo o Observatório Epidemiológico do município; vacinação segue restrita a grupos prioritários
A cidade do Rio de Janeiro confirmou 74 casos de mpox nos últimos dois meses, número sete vezes maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando houve 10 notificações confirmadas. Os dados são do Observatório Epidemiológico do município.
Setembro foi o mês com mais infecções, com 45 casos. Em outubro, até agora, foram 29 confirmações.
Como a doença se transmite
A mpox é uma infecção causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus. O contágio acontece sobretudo pelo contato direto e prolongado com lesões de pele, fluidos corporais e secreções respiratórias de pessoas infectadas, e a relação sexual também pode favorecer a transmissão.
Entre os sintomas mais comuns estão febre, mal-estar, dores no corpo, ínguas (aumento dos gânglios) e feridas na pele, que passam por várias fases até virarem crostas. O diagnóstico rápido permite isolar o paciente, interromper a cadeia de transmissão e garantir o acompanhamento médico.
Quem pode tomar a vacina
Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação antes da exposição é voltada a grupos com mais risco de formas graves: homens cisgêneros, travestis e mulheres trans com 18 anos ou mais que vivem com HIV, além de profissionais de laboratório de 18 a 49 anos que lidam diretamente com o vírus.
Também podem ser vacinadas pessoas que tiveram contato de risco alto ou médio com casos suspeitos, prováveis ou confirmados. Nesse caso, a dose deve ser aplicada em até quatro dias após o contato, ou em até 14 dias se não houver sintomas.
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Com informações do Observatório Epidemiológico do Rio, do Ministério da Saúde e da CNN Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (arquivo, imagem ilustrativa de vacinação).

