Viatura da Polícia Civil do Rio de JaneiroViatura da Polícia Civil do Rio de Janeiro (imagem de arquivo). Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Corpo de Christiano Deorce Benedito, de 54 anos, estava em cova rasa em Unamar; segundo a polícia, ele foi morto em outubro e o grupo seguiu pedindo Pix aos parentes como se ele estivesse em cativeiro

O empresário capixaba Christiano Deorce Benedito, de 54 anos, foi encontrado morto na madrugada desta sexta-feira (6), enterrado em uma cova rasa no distrito de Unamar, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Ele estava desaparecido desde o fim de outubro. De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi assassinada por motivação financeira, e o caso passou a ser investigado como latrocínio.

Atraído e entregue ao tráfico

Christiano trabalhava no ramo de madeira no Espírito Santo e chegou a Cabo Frio em 20 de outubro para fazer entregas, hospedando-se em um hotel no bairro Aquarius. Segundo as investigações, no dia seguinte ele foi atraído por criminosos e levado a integrantes do tráfico de drogas da região. A polícia afirma que ele foi morto ainda em 21 de outubro. A família registrou o desaparecimento no dia 22.

Mesmo depois do crime, o grupo continuou cobrando transferências via Pix de parentes e conhecidos, alegando que o empresário estava vivo e mantido em cativeiro. Os suspeitos pretendiam juntar cerca de R$ 4 mil e vender a caminhonete da vítima por aproximadamente R$ 40 mil. Segundo a polícia, eles também espalharam uma acusação falsa contra Christiano na comunidade, como forma de justificar o assassinato.

Prisões e suspeito morto

A Delegacia Antissequestro (DAS) assumiu o caso a partir de informações repassadas pela Polícia Civil do Espírito Santo. O rastreamento das movimentações bancárias levou à prisão de uma mulher em 23 de outubro; ao todo, duas mulheres foram presas por suspeita de participação nas transações.

Apontado pela polícia como executor e gerente do tráfico em Unamar, Wallace Santos de Oliveira, o “WL”, morreu em 27 de outubro após, segundo os agentes, reagir a uma abordagem e trocar tiros com policiais. Já Lucas Reis Lima de Freitas, de 20 anos, foi preso na quinta-feira (5) em um hotel em Saquarema. De acordo com a investigação, foi ele quem indicou o local onde o corpo estava enterrado. A caminhonete do empresário foi localizada nas proximidades.

A defesa de Lucas afirma que ele não participou do homicídio, que se apresentou espontaneamente ao saber que era procurado e que tem colaborado com as investigações. Os advogados lembram que a prisão é provisória e que não há condenação. As defesas das duas mulheres presas não foram localizadas.

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Com informações da Polícia Civil do RJ e do Agenda do Poder. Imagem: viatura da Polícia Civil do RJ (arquivo). Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.