O ex-presidente do Paraguai Santiago PeñaO ex-presidente do Paraguai Santiago Peña (imagem de arquivo). Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Ex-presidente do Paraguai, que cumpria prisão domiciliar após o impeachment, foi transferido para o Regimento Escolta Presidencial por razões de segurança

O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña deixou a prisão domiciliar e foi levado para uma instalação militar em Assunção na madrugada deste sábado (7). A transferência começou pouco antes da meia-noite de sexta-feira (6), horas depois de o Congresso aprovar o impeachment, e terminou com a chegada ao Regimento Escolta Presidencial (REP), segundo o jornal paraguaio ABC Color.

Ovos contra a comitiva

As autoridades justificaram a mudança por questões de segurança. Manifestantes se concentraram diante da residência do ex-presidente pedindo sua prisão, houve confronto com a polícia e a saída do comboio foi recebida com hostilidade, com ovos atirados contra os veículos.

O REP é a unidade militar responsável pela proteção do chefe de Estado e de autoridades estrangeiras em visita ao país e não funciona como presídio comum.

Suspeitas ligadas ao banco Ueno

De acordo com o Ministério Público paraguaio, Peña é investigado por lesão de confiança, tráfico de influência e administração em proveito próprio. Ele é apontado como um dos sócios do grupo que controla o banco Ueno, cuja quebra bloqueou recursos de correntistas, atingiu milhões de clientes e provocou protestos e a saída do presidente do Banco Central e de outros integrantes do governo. O ex-presidente nega os crimes e estava previsto para prestar depoimento ao Ministério Público ainda neste sábado.

Com o afastamento de Peña, o vice-presidente Pedro Alliana assumiu a Presidência na sexta-feira, como determina a Constituição do Paraguai.

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Com informações do ABC Color e do Agenda do Poder. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil (arquivo).