Foto: Reprodução

Segundo a polícia, criminosos se passavam por prestadores para entrar nas residências; uma vítima foi feita refém e obrigada a realizar transferências via Pix

Dois suspeitos de integrar um grupo que utilizava uma plataforma de contratação de serviços para escolher vítimas e invadir residências foram presos nesta terça-feira (1º), no Rio. A ação foi realizada por agentes da 32ª DP (Taquara), que investigavam uma série de roubos com o mesmo modo de atuação.

De acordo com a Polícia Civil, os criminosos se cadastravam como prestadores de serviços e utilizavam a plataforma GetNinjas para encontrar possíveis vítimas. Depois de serem contratados, entravam nas casas sob o pretexto de realizar obras ou reparos e, já dentro dos imóveis, anunciavam o assalto.

Vítima foi feita refém

A investigação começou após um roubo ocorrido no dia 20 de agosto, em uma residência na Taquara, na Zona Oeste. A moradora havia contratado trabalhadores por meio da plataforma para realizar um serviço em casa.

Segundo a polícia, após entrarem no imóvel, os suspeitos anunciaram o assalto e renderam a mulher. Ela foi imobilizada com um golpe conhecido como “mata-leão” e amarrada enquanto os criminosos recolhiam objetos de valor.

Além dos bens roubados, a vítima foi obrigada a realizar transferências via Pix para contas indicadas pelos criminosos.

Dois presos em Madureira

Durante as investigações, os policiais identificaram três suspeitos de participação no grupo e conseguiram obter mandados de prisão temporária contra eles.

Nesta terça-feira, dois deles foram localizados em uma casa em Madureira, na Zona Norte do Rio.

Um dos presos é Leandro da Silva Santana, apontado pelos investigadores como líder do grupo. Segundo a Polícia Civil, ele possui 19 anotações criminais, todas relacionadas a roubos, além de quatro mandados de prisão em aberto pelo mesmo tipo de crime.

Também foi presa Michelle Martins dos Santos, companheira de Leandro. Conforme as investigações, ela seria beneficiária das transferências bancárias realizadas pela vítima durante o assalto.

O terceiro investigado, Nycolas de Lima Faria, não foi localizado e é considerado foragido. As buscas continuam.

Polícia apura outros roubos

A Polícia Civil investiga se o grupo está envolvido em outros assaltos praticados em diferentes bairros do Rio. A suspeita é de que os criminosos tenham utilizado o mesmo método em outras ocasiões: contratar ou se apresentar como prestadores de serviços para conseguir acesso às residências sem despertar desconfiança.

Leandro e Michelle foram encaminhados ao sistema penitenciário e permanecem à disposição da Justiça.

Plataforma diz que bloqueou suspeitos

Em nota, o GetNinjas informou que adota medidas para reforçar a segurança dos usuários e identificar comportamentos considerados suspeitos.

Segundo a plataforma, o homem apontado como líder do grupo já havia sido bloqueado em outras tentativas de cadastro fraudulento, nas quais teriam sido utilizadas identidades e documentos de terceiros.

A empresa afirmou ainda que os cadastros relacionados ao caso foram identificados e bloqueados e que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.

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