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Segundo a PM, homens teriam ameaçado moradores para obrigá-los a contratar serviço controlado pelo tráfico; drogas e rádios comunicadores foram apreendidos
Dois homens foram presos nesta terça-feira (1º), suspeitos de participar de invasões a condomínios em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio. Segundo a Polícia Militar, o objetivo do grupo seria intimidar moradores e obrigá-los a contratar um serviço clandestino de internet controlado pelo tráfico.
A ocorrência foi registrada entre a noite de domingo (30) e a madrugada de segunda-feira (31). As ações teriam ocorrido no bairro Outeiro das Pedras e também no Condomínio Residencial Dom Marcelino, em Bela Vista.
De acordo com a PM, as invasões foram registradas em vídeos. Um dos suspeitos foi reconhecido nas imagens pelos agentes do 35º BPM (Itaboraí).
Suspeito teria usado arma para ameaçar moradores
Um dos presos, Marcelo de Paula Oliveira, de 23 anos, teria tentado escapar ao perceber a aproximação dos policiais. Segundo a corporação, ele pulou o muro de um conjunto habitacional, mas acabou localizado e detido.
A PM afirma que Marcelo aparece nas imagens da invasão portando uma pistola e ameaçando moradores.
O segundo suspeito, Marcelo Medeiros, foi encontrado dentro do carro que teria sido utilizado como apoio durante a ação. Conforme a polícia, os dois admitiram participação nas invasões.
Drogas e rádios são apreendidos
Durante a abordagem, os policiais encontraram uma quantidade de drogas e equipamentos de comunicação.
Foram apreendidos:
- 94 pinos de cocaína;
- 158 tiras de maconha;
- 336 pedras de crack;
- cinco rádios transmissores;
- duas bases para carregamento;
- R$ 59 em espécie;
- um Fiat Palio prata.
O veículo foi levado para a delegacia e permaneceu apreendido para a realização de perícia.
Investigação continua
Os dois homens foram encaminhados à delegacia da região e autuados por tráfico de drogas. As investigações relacionadas às invasões dos condomínios também prosseguem e foram enquadradas, segundo a polícia, com base na Lei Antiterrorismo.
A Polícia Civil deverá apurar a participação da dupla nas ações e identificar outros possíveis integrantes do grupo.
Até a publicação desta reportagem, a defesa dos presos não havia sido localizada. O espaço permanece aberto para manifestação.
