Operação cumpriu seis mandados de busca e apreensão; agentes encontraram linha de produção em funcionamento e R$ 375 mil e US$ 10 mil em dinheiro

Uma fábrica de cosméticos localizada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, é alvo de uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por suspeita de comercialização irregular de produtos para cabelos.

A operação foi realizada nesta quarta-feira (2), com o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão em endereços ligados à empresa. A fábrica fica no Parque Senhor do Bonfim, em Duque de Caxias. Também foram alvo da ação dois depósitos localizados em São João de Meriti e a residência do responsável pela empresa, na Barra da Tijuca.

Produto era vendido como creme de tratamento

Segundo as investigações, o produto era comercializado como creme de tratamento, mas apresentava características de alisante capilar, categoria que exige registro e controle sanitário específico da Anvisa.

A suspeita surgiu depois que uma consumidora procurou a polícia relatando ter sofrido ferimentos no couro cabeludo após utilizar o produto.

A partir da denúncia, investigadores passaram a apurar a forma como o cosmético era produzido, registrado e comercializado.

De acordo com a investigação, o produto apresentava uma classificação diferente daquela que, segundo os agentes, corresponderia às suas características. A divergência poderia dificultar que consumidores identificassem exatamente o tipo de produto que estavam utilizando.

Linha de produção estava funcionando

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes encontraram a linha de produção da fábrica em funcionamento e apreenderam grande quantidade de produtos que já estavam prontos para serem comercializados.

A operação também teve como objetivo recolher materiais e documentos que possam ajudar a esclarecer a origem dos produtos, a forma de fabricação e a distribuição dos cosméticos.

Segundo a polícia, uma das marcas utilizadas nas embalagens seria de origem chinesa e não teria autorização da Anvisa para comercialização no Brasil.

R$ 375 mil e US$ 10 mil são apreendidos

Durante as buscas na residência do responsável pela empresa, identificado como Bruno Santos Castro Roque, os policiais encontraram uma grande quantia em dinheiro.

Foram apreendidos:

  • R$ 375 mil em espécie
  • US$ 10 mil em espécie

Segundo a investigação, Bruno afirmou que o dinheiro seria proveniente de pagamentos realizados por clientes, mas, de acordo com o delegado responsável pelo caso, não teria conseguido detalhar a origem dos recursos.

Investigação continua

A Polícia Civil e a Anvisa continuam analisando os materiais recolhidos durante a operação. A investigação deverá verificar ainda a extensão da comercialização dos produtos e possíveis riscos provocados pelo uso do cosmético.

As autoridades também apuram se outros estabelecimentos e empresas podem estar envolvidos na distribuição dos produtos.

A operação foi conduzida pela 11ª DP (Rocinha), em conjunto com a Anvisa.

Fonte: Polícia Civil, Anvisa e G1 Rio de Janeiro.

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