Quatro suspeitos estão presos e um permanece foragido; inquérito sobre o espancamento de Cláudio Rafael Landeiro Moreira terminou com 13 pessoas indiciadas

A Polícia Civil do Rio de Janeiro pediu à Justiça a prisão preventiva dos cinco homens investigados pela morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, espancado em Copacabana após ser acusado, de forma equivocada, de ter roubado uma bicicleta.

O pedido foi encaminhado ao Tribunal de Justiça do Rio nesta terça-feira (8) e busca converter em preventivas as prisões temporárias decretadas durante a investigação.

Foram indiciados por homicídio triplamente qualificado Davi dos Santos Machado, Jorge Luiz Ricardo Dias, Felipe Eduardo dos Santos Silva, Ailton José da Silva e Wellington Luiz Santos de Souza. Os quatro primeiros estão presos. Wellington permanece foragido.

Vítima foi confundida com ladrão

Cláudio foi espancado na madrugada de 11 para 12 de agosto, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Segundo a investigação, ele estava com uma bicicleta que pertencia à própria irmã quando foi abordado e acusado de furto.

Imagens de câmeras de segurança analisadas pela Polícia Civil mostram a vítima sendo cercada e agredida com socos, chutes e golpes com um objeto de madeira.

Cláudio sofreu traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e lesões em órgãos. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

A investigação foi conduzida pela 12ª DP (Copacabana).

Treze pessoas foram indiciadas

A Polícia Civil concluiu o inquérito com o indiciamento de 13 pessoas por diferentes suspeitas relacionadas ao episódio.

Além dos cinco investigados por homicídio triplamente qualificado, outras pessoas foram indiciadas por crimes como omissão de socorro, lesão corporal e exercício irregular da atividade de segurança.

A investigação também identificou a existência de um sistema informal de segurança de rua mantido por comerciantes da região. Segundo o inquérito, os pagamentos eram realizados sem contrato formal e predominantemente em dinheiro.

Quatro comerciantes foram indiciados por supostamente financiar a atividade informal de segurança.

Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Ministério Público, que deverá analisar os elementos reunidos pela Polícia Civil e decidir sobre eventual denúncia à Justiça.

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