Clube apresentou nova petição à Justiça nesta terça-feira e informou que semifinal da Sul-Americana será disputada no estado; Ministério Público recomendou utilização do Maracanã
O Vasco apresentou uma nova petição à Justiça na manhã desta terça-feira (6) e informou que desistiu de levar para fora do Rio de Janeiro a partida contra o Boca Juniors, pela volta da semifinal da Copa Sul-Americana.
O confronto está marcado para o dia 20 de outubro, e o clube agora concentra seus esforços para conseguir autorização para utilizar o Maracanã.
A decisão foi tomada pela alta administração da SAF vascaína durante uma reunião realizada na noite de segunda-feira (5), após o Ministério Público se manifestar formalmente favorável à realização do confronto no estádio.
Vasco chegou a sondar Brasília e Manaus
Diante das dificuldades para conseguir o Maracanã e das exigências da Conmebol para utilização de São Januário, o Vasco chegou a estudar alternativas fora do estado.
O Estádio Mané Garrincha, em Brasília, e a Arena da Amazônia, em Manaus, foram sondados.
A administração da Arena da Amazônia confirmou ter sido consultada pelo Vasco sobre a possibilidade de receber a semifinal. Com a nova decisão da diretoria, porém, essas alternativas foram descartadas.
Ministério Público recomenda Maracanã
A mudança de estratégia aconteceu depois de o Ministério Público recomendar ao Consórcio Fla-Flu, responsável pela administração do Maracanã, que permita a realização da partida no estádio.
Segundo o MP, o confronto entre Vasco e Boca tem grande apelo de público e o Maracanã apresenta melhores condições de segurança para receber duas grandes torcidas.
A manifestação tem caráter de recomendação e não de determinação.
O Ministério Público também contestou o argumento relacionado à preservação do gramado. O órgão destacou que, em nove ocasiões durante 2026, o Maracanã recebeu partidas separadas por intervalos de até 48 horas.
Justiça havia negado primeiro pedido
Na segunda-feira, a Justiça do Rio negou um pedido de tutela de urgência apresentado pelo Vasco para obrigar a Fla-Flu Serviços S.A. a disponibilizar o Maracanã.
A juíza Adriana Marques dos Santos Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Capital, considerou que havia divergências entre os laudos técnicos apresentados pelas partes sobre as condições do gramado.
A magistrada ressaltou, entretanto, que a decisão não significava uma rejeição definitiva ao pedido do Vasco.
Com a manifestação posterior do Ministério Público, o clube voltou à Justiça e pediu urgência na análise do caso.
São Januário também é alternativa
Apesar da nova investida pelo Maracanã, o Vasco também trabalha para tentar viabilizar São Januário.
O problema é que o estádio não atende atualmente à capacidade mínima de 30 mil lugares exigida pela Conmebol para uma semifinal continental.
O Corpo de Bombeiros já emitiu parecer favorável ao aumento da capacidade de São Januário para 24 mil pessoas, mas isso ainda não é suficiente para atender ao regulamento da competição. O Vasco tenta obter uma exceção junto à Conmebol.
O lateral-direito Paulo Henrique afirmou nesta terça que, pessoalmente, prefere enfrentar o Boca em São Januário por considerar o estádio a casa do Vasco.
Definição precisa acontecer nos próximos dias
O Vasco pediu uma manifestação rápida da Justiça para ter tempo de organizar a operação da partida, definir questões de segurança e iniciar a venda de ingressos.
O clube precisa definir o estádio para o confronto até 10 de outubro.
A partida contra o Boca Juniors será uma das mais importantes da temporada vascaína e vale uma vaga na final da Copa Sul-Americana.
Enquanto não houver uma definição judicial ou acordo entre as partes, o palco do confronto de volta permanece indefinido.
Foto: João Gabriel Alves/Vasco
