Segundo a investigação, dispositivo eletrônico escondido próximo ao porta-malas permitia alterar o preço das viagens; passageiro denunciou cobrança cerca de 50% acima do valor normal
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, nesta quinta-feira (8), uma operação para combater um esquema de adulteração de taxímetros que teria provocado prejuízos a passageiros do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na Zona Norte da capital.
Segundo informações divulgadas pela BandNews FM, os investigadores identificaram um mecanismo eletrônico que permitia aumentar artificialmente o valor das corridas. O dispositivo ficava escondido atrás do botão de abertura do porta-malas do veículo.
A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) e pela Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat).
Passageiro percebeu alteração no taxímetro
A investigação começou após a denúncia de um passageiro que relatou ter sido abordado ainda no portão de desembarque do Galeão.
Segundo o relato, um homem usando uma vestimenta com a inscrição “táxi” e portando um rádio comunicador ofereceu o serviço de transporte.
O passageiro foi conduzido até um veículo estacionado no próprio aeroporto.
Durante o trajeto, percebeu que o motorista tentava desviar sua atenção com comentários sobre o trânsito e o movimento nas ruas.
Ao observar o taxímetro, o cliente identificou um aumento repentino no valor registrado pelo equipamento.
No fim da viagem, a cobrança teria ficado aproximadamente 50% acima do preço regular do percurso.
A denúncia levou os investigadores a apurar a existência de um possível esquema de adulteração dos equipamentos.
Polícia procura intermediários no aeroporto
Além dos motoristas suspeitos de utilizar taxímetros adulterados, a operação tem como alvo os chamados “jóqueis”.
De acordo com a investigação, essas pessoas atuariam na área de desembarque, abordando passageiros recém-chegados e direcionando-os para táxis sem autorização para operar naquele local.
Os agentes realizam diligências no terminal para identificar os envolvidos e esclarecer como funcionava o esquema.
A Polícia Civil investiga a participação de motoristas e intermediários nas cobranças irregulares.
Até a última atualização, não havia informações confirmadas sobre o número de presos ou de veículos apreendidos durante a operação.
Como identificar irregularidades
O Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Rio de Janeiro (Ipem-RJ) é responsável pela verificação e fiscalização dos taxímetros utilizados no estado.
O órgão orienta que os equipamentos estejam lacrados e possuam selo de verificação válido. Os valores cobrados devem seguir as tarifas estabelecidas pelo município.
Passageiros que perceberem alterações suspeitas no valor da corrida podem registrar uma reclamação junto aos órgãos de fiscalização, informando, sempre que possível, a placa do veículo, o horário e o trajeto realizado.
A investigação segue em andamento.
Foto: Reprodução/BandNews FM
