Martelo de juiz sobre mesa ao lado de documentos e um quepe, em ambiente de tribunalImagem ilustrativa gerada por IA

Justiça Militar recebeu três novas denúncias do Ministério Público; total de policiais militares acusados por condutas na ação mais letal da história do país chega a 17

Oito policiais militares que participaram da Operação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio, passaram a responder a novas acusações na Justiça. A Auditoria da Justiça Militar do estado recebeu três denúncias apresentadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que atribui aos agentes os crimes de invasão de domicílio, furto e recusa de obediência militar.

As denúncias foram elaboradas pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) do MPRJ. Os nomes dos policiais não foram divulgados, e a defesa dos acusados não foi localizada até a publicação desta reportagem.

17 policiais já denunciados

Com as novas peças, o Ministério Público soma seis denúncias contra 17 policiais militares por condutas ligadas à operação. Segundo o órgão, as acusações reunidas até agora envolvem apropriação de armamento, furto de peças de veículos, entrada irregular em residências, constrangimento de moradores, subtração de objetos e tentativas de obstruir ou desligar as câmeras corporais usadas pelos agentes.

Para apurar os fatos, o MPRJ abriu um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) próprio e acompanhou a ação em tempo real por meio de seu plantão de operações, além de acionar os protocolos previstos na ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”. A investigação incluiu conversas com familiares das vítimas, análise de laudos e a revisão de mais de 3.600 horas de imagens registradas pelas câmeras corporais dos policiais.

A operação

Deflagrada em 28 de outubro de 2025, a Operação Contenção tinha como alvo o Comando Vermelho e cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão nas duas comunidades. A ação terminou com 23 presos e 122 mortos, entre eles cinco policiais civis e militares, e é considerada a operação policial mais letal já registrada no país.

Às vésperas de completar um ano, a operação continua sob análise em diferentes frentes, incluindo a esfera militar, onde agora tramitam as acusações contra os 17 agentes.

Com informações da Agência Brasil. Imagem ilustrativa gerada por IA.

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