Fundo também revisou para baixo as estimativas para Argentina e Chile, enquanto elevou a previsão para a economia mundial.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou nesta terça-feira (13) suas projeções de crescimento para a América Latina e o Caribe. A expectativa para a região em 2026 passou de 2,4%, estimativa feita em julho, para 2,3%. Para 2027, a previsão caiu de 2,7% para 2,5%.
Brasil
No caso brasileiro, o fundo agora espera expansão de 2,2% neste ano, abaixo dos 2,4% projetados anteriormente. Para 2027, a estimativa recuou de 2,2% para 1,9%. Segundo o FMI, pesam sobre a economia do país as condições monetárias restritivas, a retirada de estímulos fiscais e a incerteza no cenário global.
Argentina e vizinhos
A Argentina teve o corte mais forte entre as maiores economias da região: o crescimento previsto para 2026 caiu de 3,5% para 2,1%, depois de alta de 4,5% em 2025. A inflação argentina deve recuar de 41,9% para 32,5%. O México foi na direção contrária, com a projeção elevada de 1,2% para 1,5% neste ano. Já o Chile deve desacelerar de 2,5% para 0,6%, e a Venezuela pode ver a inflação saltar de 252% para 467,9%.
Para a economia mundial, o FMI elevou a previsão de 2026 de 3% para 3,1%. O fundo avaliou, porém, que a América Latina aproveita pouco o impulso gerado pela inteligência artificial e que os riscos para a região continuam inclinados para baixo, com o petróleo tipo Brent cerca de 45% acima do nível anterior à guerra.
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Com informações da Agência Brasil e da Reuters. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil (arquivo).

