Trens da Renfe e da Iryo bateram perto da estação de Urda, na linha Madri–Andaluzia; governo regional diz que número de vítimas pode subir
Pelo menos 30 pessoas morreram na manhã desta quarta-feira (28) após a colisão entre dois trens de alta velocidade na região de Castilla-La Mancha, no centro da Espanha. O acidente aconteceu no trecho entre Mora e Urda, na província de Toledo, na linha que liga Madri à Andaluzia. Os primeiros balanços falavam em 10 mortos, mas o governo regional elevou o número para 30 e admitiu que ele ainda pode aumentar.
Mais de 540 passageiros a bordo
Segundo a administradora da infraestrutura ferroviária espanhola, a Adif, o choque envolveu um trem AVE da Renfe, de número 2080, que havia saído da estação de Atocha, em Madri, com destino a Sevilha, e um trem da empresa Iryo, de número 6076. Dois vagões do trem da Iryo descarrilaram. De acordo com a porta-voz do governo de Castilla-La Mancha, Esther Padilla, o AVE levava 397 passageiros e o trem da Iryo, 147 viajantes e um bebê. O número de feridos ainda não foi divulgado oficialmente.
Imagens de emissoras locais mostram um dos trens descarrilado e parcialmente apoiado em um trecho elevado da via, com destroços espalhados pelo barranco. Bombeiros, equipes da Proteção Civil, da Guarda Civil, três ambulâncias aéreas e unidades móveis de terapia intensiva foram mobilizados para o resgate. O presidente de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, foi ao local, e o primeiro-ministro Pedro Sánchez cancelou a agenda do dia.
Linha interrompida e segunda tragédia no ano
A Adif suspendeu a circulação nos dois sentidos da linha de alta velocidade Madri–Andaluzia. A Renfe informou que passageiros afetados entre Madri, Ciudad Real e a Andaluzia podem remarcar ou cancelar as viagens sem custo. As causas do acidente ainda não foram esclarecidas.
É o segundo acidente fatal em menos de um ano na mesma linha. Em janeiro de 2026, o descarrilamento de dois trens de alta velocidade perto de Adamuz, na província de Córdoba, deixou 46 mortos e foi considerado o mais grave da história ferroviária espanhola.
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Com informações de Agência Brasil (Reuters), Euronews, Infobae e La Nación. Imagem: Reprodução/Guardia Civil.

