Cédulas sendo contadas em centro de apuraçãoImagem ilustrativa gerada por IA

Com metade dos votos contados, oposição de Gadi Eisenkot soma 49 assentos e partidos árabes, 15; formação do governo pode levar semanas

O bloco liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, formado pelo Likud e aliados, aparece à frente na apuração das eleições legislativas de Israel, mas sem os votos necessários para governar sozinho. A atualização foi divulgada nesta quarta-feira (28) pela Comissão Eleitoral, com 50,1% das urnas apuradas.

Pela contagem parcial, o grupo de Netanyahu teria 56 das 120 cadeiras do Knesset, o Parlamento israelense. A coalizão de oposição encabeçada pelo ex-chefe militar Gadi Eisenkot ficaria com 49, e os partidos árabes somariam 15. Para formar governo, é preciso reunir ao menos 61 parlamentares. As autoridades eleitorais alertam que os números ainda podem mudar de forma significativa.

Próximos passos

Depois do resultado final, o presidente Isaac Herzog ouve os partidos eleitos e escolhe quem terá a tarefa de montar o governo — não necessariamente o líder da maior legenda, mas quem tiver mais chance de reunir maioria. O escolhido tem de quatro a seis semanas para negociar. Se fracassar, outro nome recebe a missão; persistindo o impasse, o próprio Knesset pode indicar um candidato e, sem acordo, o país volta às urnas.

Nesse cenário, os partidos árabes tendem a ter peso decisivo nas negociações. Eisenkot, que apoiou a ofensiva em Gaza após o 7 de outubro, prometeu um ambiente mais inclusivo no país e conter colonos extremistas na Cisjordânia. A votação ocorreu em meio ao crescente isolamento internacional de Israel e mobilizou milhares de israelenses que viajaram do exterior para votar.

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Com informações da AFP, via Estadão Conteúdo, e da CNN. Imagem ilustrativa gerada por IA.