Profissional de saúde realiza testagem para covid-19 em unidade básica de saúdeTestagem para covid-19 em unidade de saúde (imagem de arquivo). Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Boletim InfoGripe mostra crescimento em MT, DF, SP, RJ e SC, mas incidência ainda é muito baixa na maioria deles; covid responde por 24% das mortes por SRAG com vírus identificado

O Rio de Janeiro aparece entre as cinco unidades da federação que apresentam sinais de aumento de casos graves de covid-19, segundo o boletim InfoGripe mais recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado neste sábado (7). Além do Rio, o movimento é observado em Mato Grosso, no Distrito Federal, em São Paulo e em Santa Catarina.

Apesar da tendência de alta, o levantamento ressalta que, em quatro desses locais, a incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pela covid-19 continua em patamar muito baixo. Os casos de SRAG em geral, incluindo os de covid grave, cresceram ao longo de setembro e outubro.

Rinovírus lidera, mas covid pesa nas mortes

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o rinovírus foi o mais frequente entre os casos de SRAG com resultado positivo, com 50,1%. Em seguida vêm o vírus sincicial respiratório (10,1%), a covid-19 (8,5%), a influenza B (4,7%) e a influenza A (4,2%).

Entre os óbitos, porém, o peso da covid é maior: ela respondeu por 24,1% das mortes com vírus identificado no período, atrás apenas do rinovírus (43%). A influenza B aparece com 12,7%, o sincicial respiratório com 3,8% e a influenza A com 1,3%.

Outros estados em alerta

O boletim também aponta Roraima, Sergipe e Santa Catarina com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, embora sem tendência de crescimento no longo prazo. Entre as capitais, Aracaju e João Pessoa estão nessa faixa e com tendência de alta.

Em 2026, o país já notificou 171.369 casos de SRAG. Desses, 91.420 (53,3%) tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. Nas últimas oito semanas, a incidência foi maior em crianças de até 2 anos, enquanto a mortalidade se concentrou em pessoas com 65 anos ou mais.

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Com informações da Agência Brasil e da Fiocruz. Foto: Tony Winston/Agência Brasília