Taxa é a menor para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica do IBGE, em 2012
O mercado de trabalho brasileiro registrou novos números positivos. A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em abril, quando a taxa estava em 5,8%. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando o índice era de 5,6%, também houve redução.
Ao mesmo tempo, o número de pessoas ocupadas chegou a 103,3 milhões, o maior nível já registrado pela série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012.
O contingente de desempregados ficou em 5,8 milhões de pessoas, uma redução de aproximadamente 503 mil pessoas em relação ao trimestre anterior.
Recorde de empregos com carteira
Outro destaque foi o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, que chegou a 39,4 milhões, também o maior resultado da série histórica.
Apesar dos avanços, a informalidade continua representando uma parcela significativa do mercado. O IBGE estima que 37,5% dos trabalhadores ocupados estavam na informalidade no trimestre encerrado em julho, o equivalente a cerca de 38,8 milhões de pessoas.
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.762, considerado estável em relação ao trimestre anterior e 3,3% maior do que no mesmo período de 2025.
Os dados mostram um mercado de trabalho ainda aquecido, com aumento da ocupação e redução do desemprego, embora o avanço da informalidade continue sendo um dos pontos de atenção.
