Divulgação receita federal
Ação Bomba Oculta é desdobramento da Operação Carbono Oculto e busca atingir estruturas econômicas ligadas a fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis
Uma força-tarefa formada por órgãos estaduais e federais deflagrou, nesta sexta-feira (28), a Operação Bomba Oculta, em São Paulo. A ação tem como objetivo bloquear e interditar postos de combustíveis clandestinos que continuavam funcionando sem autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
De acordo com os órgãos envolvidos, 1.283 CNPJs e 228 inscrições estaduais serão tornados inaptos. A medida impede a emissão de documentos fiscais e permite o bloqueio das contas bancárias vinculadas às empresas atingidas.
Postos de combustíveis localizados na cidade de São Paulo também foram alvo de lacração durante a operação. A ofensiva reúne Receita Federal, Sefaz-SP, ANP, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo e Polícia Civil.
A operação é um desdobramento da Operação Carbono Oculto, que completa um ano nesta sexta-feira. As investigações apontaram a atuação de organizações criminosas em diferentes etapas da cadeia de combustíveis, incluindo mecanismos de fraude, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
Segundo as autoridades, muitos postos tiveram suas autorizações revogadas pela ANP, mas continuaram funcionando de maneira clandestina utilizando CNPJs que permaneciam ativos para comprar e comercializar combustíveis. A nova ofensiva busca justamente interromper essa estrutura.
A operação também representa uma tentativa de atingir a estrutura financeira do crime organizado, em vez de atuar somente na ponta da cadeia. Segundo as investigações relacionadas à Carbono Oculto, o setor de combustíveis passou a ser utilizado para movimentação e lavagem de recursos provenientes de atividades criminosas.
As ações continuam nesta sexta-feira e novas informações devem ser divulgadas pelos órgãos responsáveis.
