Pedido do PSOL acusa o prefeito de descumprir ordem da Justiça Eleitoral sobre a frota de ônibus no segundo turno e de assédio eleitoral a servidores
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (28) a instalação de uma Comissão Especial para analisar o pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O colegiado, formado por sete vereadores, começa os trabalhos nesta quinta-feira (29).
A denúncia foi protocolada no domingo (25), dia do segundo turno, pelas vereadoras e vereadores do PSOL Amanda Paschoal, Celso Giannazi e Silvia da Bancada Feminista. O texto aponta supostas infrações político-administrativas e crimes de responsabilidade, com base na Lei Orgânica do Município e no Decreto-Lei 201, de 1967.
Ônibus nas garagens e pressão sobre servidores
O pedido sustenta que a prefeitura não cumpriu decisão da 1ª Zona Eleitoral que determinava a circulação de 100% da frota de ônibus no dia da votação. Segundo os autores, cerca de 30% dos veículos ficaram nas garagens. A denúncia também cita suposto assédio eleitoral contra servidores comissionados, que teriam sido ameaçados de demissão caso não trabalhassem em atos de campanha.
Prazo de dez dias
A comissão é composta por Luana Alves (PSOL), Rubinho Nunes (União Brasil), Hélio Rodrigues (PT), Kenji Ito (Podemos), Major Palumbo (PP), Sandra Tadeu (PL) e Sandra Santana (MDB). O grupo tem dez dias para emitir parecer sobre a admissibilidade. Se o pedido for aceito, segue para votação no plenário; caso contrário, é arquivado.
Movimentos organizaram protestos sobre o caso, com atos previstos para sexta (30), na Praça Roosevelt, e sábado (31), no Largo da Batata. Até a publicação da reportagem-fonte, o prefeito não havia se manifestado sobre o pedido.
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Com informações da CNN Brasil. Foto: Douglas Ferreira/Rede Câmara SP.

