Casos do magistrado serão redistribuídos por sorteio no tribunal federal de Manhattan, que conduz a ação contra o venezuelano e Cilia Flores
Morreu nesta quarta-feira (28), aos 92 anos, o juiz federal americano Alvin Hellerstein, responsável pelo processo contra o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e a mulher dele, Cilia Flores. A morte foi confirmada por um porta-voz do Tribunal Distrital do Distrito Sul de Nova York.
Segundo o tribunal, os processos que estavam sob responsabilidade de Hellerstein serão redistribuídos de forma aleatória entre outros juízes. Ainda não há informação sobre quem assumirá o caso de Maduro nem sobre a data da próxima audiência.
O caso Maduro
Hellerstein supervisionava a ação desde janeiro, quando Maduro foi capturado por forças dos Estados Unidos. O casal é acusado de torturar cidadãos americanos e outras pessoas para se manter no poder, e nega as acusações. Cerca de duas semanas antes de morrer, o juiz chegou a interromper Maduro durante uma audiência, quando o venezuelano, em vez de dizer se se declarava culpado ou inocente, começou um discurso sobre as acusações.
Quase 30 anos de tribunal
Nomeado em 1998 pelo então presidente Bill Clinton, Hellerstein passou ao regime de semiaposentadoria em 2011, o que reduziu sua carga de trabalho, mas não o afastou de casos de grande repercussão. Em agosto, ele rejeitou a tentativa de Donald Trump de transferir para a esfera federal um processo estadual sobre pagamentos para comprar silêncio. Também mandou Michael Cohen, ex-advogado de Trump, para prisão domiciliar e conduziu ações de indenização de socorristas que atuaram nos atentados de 11 de setembro.
Com informações da CNN Brasil. Imagem ilustrativa gerada por IA.

